Esse quadro é fruto de uma equivocada política na qual se misturam administrações marcadas por interesses pessoais e/ou políticos de cartolas, irresponsabilidade contábil e tibieza de uma legislação que não responsabiliza diretores por má gestão.
Há casos de agremiações gerenciadas como feudos, com dirigentes despreocupados com a saúde do caixa; outras, enveredam pelo caminho do endividamento insensato, trocando sistematicamente uma dívida por outras, ou sonegando obrigações fiscais, em deliberada política de empurrar para um futuro que parecia nunca chegar o necessário acerto de seus balanços.
Mas o futuro chegou, e com ele a imposição de sanear os clubes. A situação é insustentável, mas muitos dirigentes parecem não ter acordado para a dimensão do problema, ou simplesmente preferem apostar na permanência do caos como trunfo para possíveis pressões por anistias fiscais ou perdão de dívidas.
Se mantiverem sua descuidada opção gerencial, em 2015 boa parte dos grandes clubes brasileiros chegará virtualmente à falência. Muitos não conseguirão mais fechar as já precárias contas, comprometidas por elevados passivos que os inviabilizam financeira e administrativamente.
Os clubes são a base sobre a qual o futebol brasileiro se desenvolveu dentro dos campos, a ponto de ter se tornado um gigante nos gramados, pentacampeão do mundo e com o Brasil partindo para sediar pela segunda vez a Copa da Fifa.
No entanto, vivem uma realidade em que, em penúria, dão a impressão de que o esporte mais popular do país cresceu com pés de barro.(Blog do Noblat)


