Luiz Felipe Scolari parecia ter deixado no passado o melhor da carreira, tendo como auge a conquista do penta em 2002, depois da demissão do Chelsea em 2009 com apenas sete meses e do isolamento no futebol do Uzbequistão, mas ganhou uma nova chance entre os grandes ao voltar ao comando da seleção para mais uma Copa do Mundo, desta vez em casa.
Mesmo com um título mundial, uma semifinal de Copa do Mundo e um vice de Eurocopa no currículo, Felipão foi parar no desconhecido Bunyodkor, longe dos holofotes do mundo do futebol, após perder o emprego no time londrino. A volta para casa no Palmeiras, em 2010, também não teve um desfecho de sucesso para o técnico, que deixou o time a caminho do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2012, apesar de ter vencido a Copa do Brasil poucos meses antes
Felipão, de 65 anos, confessou a pessoas próximas que estava cansado. Disse que precisava aproveitar um período com a família longe do futebol e depois gostaria de uma nova chance na Europa, segundo um interlocutor próximo ao técnico.”Quando ele saiu ele ia dar uma pausa e esperar, a ideia era voltar para a Europa, mas tinha que esperar abrir o mercado. Ele tinha convite para Ásia, China, Oriente Médio, mas queria dar um tempo”, disse.
Mas o descanso foi curto, e Felipão ganhou uma nova oportunidade na elite do futebol mundial: voltar à seleção brasileira para comandar a equipe na Copa do Mundo em casa, no emblemático ano do centenário do time, com a chance de tornar-se o primeiro técnico duas vezes campeão do mundo desde o italiano Vittorio Pozzo em 1934 e 1938.
“Nós temos a obrigação, sim, de ganhar o título”, disse o treinador assim que assumiu a equipe, em novembro de 2012. “Se estamos organizando uma Copa do Mundo e somos um país que tem cinco títulos mundiais, não podemos entrar em nossa Copa pensando em vice-campeonato, em terceiro ou quarto lugar.” (A Tarde)


