O cardiologista do Incar, Dr. José Roberto, comentou no programa Levante a Voz a respeito da cirurgia de transplante de coração. Desde os primeiros transplantes ( ocorridos em meados no final dos anos sessenta) até atualmente, a técnica evoluiu muito. Segundo ele, a necessidade de se fazer um transplante é quando o quadro de saúde do paciente cardíaco chega a um ponto extremo.”Paciente com insuficência cardíaca que não responde ao tratamento e com expectativa de vida não superior é dois anos passa a ser candidato a um transplante de coração”, disse.Apesar de toda a evolução, as drogas imuno supressoras, utilizadas para evitar a rejeição ao órgão transplantado, ainda provocam efeitos colaterais que costumam diminuir a qualidade de vida do receptor.Segundo o médico, o órgão para transplante deve ser repassado para o paciente no prazo máximo de quatro horas após a morte do doador. Essas e outras limitações são determinantes para que haja uma grande escassez de órgãos para transplante.Dr. José Roberto explicou que a sobrevida de um ano do paciente cardíaco transplantado hoje é de 90%, caindo pela metade aos dez anos. ” Hoje existem pacientes vivendo há mais de vinte anos com coração transplantado”, afirmou.Ele lamentou o fato de que na Bahia não se faz um transplante de coração há mais de quatro anos e que no Brasil ocorram apenas cerca de 150 procedimentos ao ano, nítido constraste com os Estados Unidos, onde se praticam cerca de 1500 transplantes cardíacos no mesmo período. Celso Rommel / Blog do Valente


