Moradores de rua: falta de opção ou estilo de vida&#63

No último domingo (18), quem passou pela Praça Rio Branco no centro da cidade foi surpreendido por um protesto incomum organizado por moradores do programa ?Minha Casa Minha Vida?. Paralelo a isso e dividindo o mesmo espaço, moradores de rua dormiam em baixo do coreto que também foi utilizado para a colocação de cartazes pelos manifestantes que possuem imóveis próprios. Um exemplo de contraste social em dos cartões postais da cidade de Santo Antonio de Jesus. Em um dos inúmeros cartazes era possível ler algo que parecia até que tinha sido escrito pelas pessoas que fazia daquele local seu teto. ?Somos cidadãos de bem, queremos paz e respeito?, dizia.

Muitos podem pensar que essa situação vivida por eles tem como único culpado o governo, porém muitas vezes o problema pode está na base, na estrutura familiar e isso acaba implicando na escolha do estilo de vida de quem opta pelas ruas para ?morar?, mesmo podendo de ter um lar, uma cama e ter assistência social. Muitos estão ali simplesmente por opção, quando questionados pela reportagem sobre os motivos que o levaram aquele estado eles afirmaram que gostam dessa situação pelo fato de não ter compromissos com horários nem preocupação em se justificar ao chegar ou sair, e que por isso recusam a participar de programas como o ?Minha casa minha vida?.

Outro agravante apontado pelo o Coordenador de Defesa Civil de Santo Antonio de Jesus, Edinaldo Teles é que outros municípios mandam moradores de rua para cidade, eles são atraídos pela movimentação comercial e acabam ficando. Além disso, outro fator que contribui para essa situação é que a população da cidade  inocentemente alimenta isso através de esmolas por exemplo. E isso releva outro dado assustador, 54% dos moradores de ruas afirmaram que utilizam o dinheiro que ganha para comprar drogas.

O programa ?Minha casa minha vida?, acaba não resolvendo este grande problema, na mesma praça em que moradores possuem casas protestavam por melhorias em seus lares, outros faziam do coreto sua própria moradia, não por falta de opção e sim por acharem conveniente esse estilo de vida do qual não deseja sair.