Nós brasileiros temos poucas e não muito boas opções para esse próximo pleito eleitoral em outubro.
Nós podemos continuar no que está: o país que se por um lado avançou em conquistas sociais, principalmente no que diz respeito a gays , negros e pobres, principalmente aqueles que vivem ou viviam próximo da linda da miséria. Sem dúvidas, não podemos negar que durante esses 12 anos, houve uma significativa ascensão dessas classes que antes eram muito mais invisíveis aos olhos da sociedade e principalmente das autoridades políticas, pois tínhamos governantes que se dirigiam exclusivamente para a elite desse país e foi assim por muitos anos e não faziam mínima questão de esconder isso. Mas por conta dessa febre de inclusão, nós pagamos um preço altíssimo, que foi o aumento desenfreado da criminalidade, em função da disseminação da impunidade, que tem como base o trabalho dos órgãos que representam os Direitos Humanos em nosso país. Graças a estes, defende-se hoje uma inversão de valores, onde o marginal é o pobre coitado, vítima da sociedade e que, portanto, merece todo o amparo do poder público e a Polícia é sempre a vilã. Isso tudo, infelizmente, endossado pelo Ministério Público e pelo Judiciário. O Governo que ai está não quer nem ouvir falar em redução de menor idade penal, algo que é um anseio e uma das medidas urgentes a serem tomadas para frear a criminalidade e o resultado está visível em todos os noticiários diários, nunca se matou tanto nesse país e quem está sendo assassinado é o cidadão de bem, o trabalhador, enquanto os autores de crimes bárbaros têm garantido todo o amparo, porque são considerados ?vítimas da sociedade?, um discurso de partido de esquerda extremamente ultrapassada e que não condiz mais com a nossa realidade, que precisa de medidas extremas para conter o crime. É necessário que sigamos o exemplo de Nova York, quando estava virando um inferno de níveis alarmantes da criminalidade e o Governo impôs o programa Tolerância Zero. O Brasil já passou do tempo de adotar algo semelhante ou mais radical ainda em nosso caso. Então com a reeleição, ?tudo continuará como era dantes, no Quartel de Abrantes? , e ai será sempre cada um por si e Deus por todos e tudo indica que estaremos caminhado para uma Ditadura a exemplo de Cuba e outros lugares insuportáveis de se viver na face da Terra.
Podemos retroceder, votando novamente na Direita, sabendo-se que eles não tiveram tanta sensibilidade com os menos favorecidos durante tantos e tantos anos que governaram. O país com eles não avançou, corrupção além da medida, privatizaram tudo o que era bom e até hoje colhemos amargos frutos, onde pagamos muito caro por serviços péssimos oferecidos por empresas estrangeiras, que é o caso da telefonia, a qual não tem a quem reclamar. Os salários com a Direita sem dúvida eram bem piores, mais baixos, o país nunca suportava um aumento favorável ao trabalhador. O Brasil estava sempre nas mãos dos credores estrangeiros e mergulhado em dívidas externas intermináveis e o povo oprimido pela inflação. Por outro lado, a criminalidade não era tão alarmante, a mão do Estado era um pouco mais pesada contra os crimes hediondos e havia uma sensação um pouco maior de segurança.
O novo infelizmente morreu! A terceira opção é algo que representa o avanço do protestantismo na corrida pelo poder. Descobriram que Deus no céu, Jesus que um dia vai voltar e a promessa do paraíso não são suficientes para convencer as pessoas a adotarem um único credo como garantia de salvação e de impor uma velha forma de dominação já conhecida pela humanidade. É necessário também o culto ao dinheiro e principalmente aos poderes constituídos na Terra. O radicalismo gerado por uma febre de fanatismo religioso disfarçado de bons costumes morais e de coerência, tenta tomar conta do país prometendo uma solução milagrosa para resolver todos os problemas que afligem a nossa nação. Esse segmento não respeita o fato de que o Estado é laico e só considera duas opções: ou está comigo e prega o que eu prego, ou está condenado ao fogo do inferno. Mas o Brasil é um país complexo para isso, pois há uma diversidade cultural , sexual e religiosa grande demais e expressiva demais, que nos caracteriza em qualquer parte do planeta onde o brasileiro for citado. É algo tão grandioso tem que ser respeitado. Nessa opção, o Estado será homofóbico, sexista e fundamentalista. Haverá uma espécie de inquisição e o retorno à caça às bruxas. Mas não temos garantia nenhuma de que isso resolva as mazelas sociais deste país.
Nessas eleições presidenciais, ?é o que temos para hoje?.
Adão Andrade
Produtor Cultural do Concurso Pérolas Negras há 17 anos em Santo Antônio de Jesus, redator do jornal empresarial Rio Branco Informativo e realizador da 1ª Parada Gay de Santo Antônio de Jesus na vice-presidência do Grupo Gay Cores da Cidade.
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