Na manhã desta segunda-feira (8), o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, e o titular da COE (Coordenação de Operações Especiais), delegado Cleandro Pimenta, apresentaram à imprensa, os detalhes da investigação que levaram à elucidação do sequestro e morte do advogado Ricardo Melo Andrade e na prisão dos envolvidos Paulo Gomez Guimarães Filho, o ?Paulinho Mega?, de 37 anos, seu pai, Paulo Gomez, 65, e Arivan de Almeida Morais, 36.De acordo com a polícia, a dupla sequestrou o advogado e o manteve em cativeiro num casebre, nas imediações da fábrica Bahia Palets, em Castelo Branco, próximo à Colônia Penal Lafayete Coutinho. O advogado foi morto com uma paulada na cabeça e teve o corpo jogado numa cisterna no mesmo terreno, que depois foi lacrada.Paulinho aponta Morais como o responsável pela morte e ocultação do cadáver da vítima, e disse que viajou para São Paulo no dia seguinte ao sequestro para negociar com a família da vítima de lá. De acordo com o acusado, depois de uma semana, como não recebeu pagamento, ligou avisando ao comparsa sobre a recusa. Ele afirma que não decidiu sozinho pela morte do refém.Já Morais afirmou em depoimento que Paulinho viajou depois que Ricardo já havia sido assassinado e ambos ocultaram seu corpo. A polícia investiga qual das versões é verdadeira.Pai e filho foram presos em um hotel, em São Paulo, na sexta-feira (5), durante operação para cumprimento de mandados. Já o comparsa foi capturado na madrugada de domingo (7), no bairro de Pirajá, em Salvador, onde reside, por uma equipe da COE.Paulinho e o comparsa tiveram as prisões preventivas decretadas e vão responder pelos crimes de sequestro e ocultação de cadáver. Até o momento, Paulo Gomez cumpre prisão temporária de 30 dias, para que seja esclarecida sua participação no crime. Todos os envolvidos deverão ser encaminhados ao sistema prisional.O corpo do advogado foi resgatado pelos bombeiros, no domingo, e passará por exames de arcada dentária no DPT (Departamento de Polícia Técnica) e, se necessário, por exame de DNA, para identificação.A polícia apurou que Paulinho Mega foi sentenciado a 22 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, em abril deste ano, e planejou o sequestro do advogado para conseguir dinheiro e fugir do país. Em 2010, ele foi preso no Mato Grosso com quatro quilos de cocaína e em seguida transferido para Salvador, onde conseguiu progressão da pena para prisão domiciliar. Paulinho conheceu Morais na cadeia, também condenado a 25 anos de prisão por latrocínio, ocorrido em Santo Antônio de Jesus.
( R7 )


