Ação comum na idade média, a decapitação foi a causa da morte de Geovane Mascarenha Santana, 22 anos. A vítima foi vista pela última vez com vida no dia 2 de agosto, durante uma abordagem realizado por policiais da Rondesp no bairro da Calçada. O laudo do instituto Médico-Legal Nina Rodrigues, assinado pelos peritos Eliomar Santana e Paulo Sérgio Peixoto no dia 26 de agosto foi divulgado nesta quinta-feira (18).O documento aponta que, após a decapitação, o corpo foi carbonizado, além de sofrer mutilações. Geovane foi “vítima de decapitação seguida de carbonização, ações de extrema violência, associadas a requisitos de característica dantesca com a mutilação e retirada das mãos, dos testículos e do pênis e das tatuagens”, diz o laudo. Ainda de acordo com o documento, o corpo foi envolto em um plástico antes de ser queimado. Outra constatação é de que não houve fraturas no rosto ou na cabeça, nem lesões em órgãos e ossos, nem hemorragias. De acordo com o laudo, a arma utilizada no crime foi “objeto cortante ou penetrante”.O corpo de Geovane foi encontrado carbonizado e degolado no Parque São Bartolomeu, no dia 3 de agosto. Já a cabeça e as mãos foram encontradas em Campinas de Pirajá, no dia 4. No dia 12, a Justiça decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão dos três policiais militares envolvidos no desaparecimento de Geovane, são eles o subtenente Cláudio Bonfim Borges e os soldados Jailson Gomes de Oliveira e Jesimiel da Silva Resende. Eles seguem presos no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas.
Fonte:Metro 1


