O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli é alvo de oito requerimentos da CPI Mista criada no Congresso para investigar denúncias na estatal. Cinco deles pedem a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do atual secretário de Planejamento do governo do estado, em períodos que vão de 2005 a 2014. Na fila, há ainda pedidos para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras informe transações atípicas envolvendo Gabrielli nesse período e para que ele seja reconvocado a depor. Todos os requerimentos contra o ex-chefe da petroleira são de autoria dos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR).
Música de protestoApesar da vitória de ontem na CPI Mista, com a aprovação da quebra de sigilos do tesoureiro petista João Vaccari Neto, a tropa de choque da oposição recomenda tempo ao tempo no caso de José Sérgio Gabrielli. É que, no início do escândalo sobre Pasadena, ele mostrou os dentes para o Planalto ao se ver acuado. Via imprensa, chegou a cobrar da presidente Dilma Rousseff que não fugisse de sua responsabilidade na compra da refinaria nos EUA, negócio cujo rombo foi superior a US$ 1 bilhão. Com Gabrielli de novo contra a parede, espera-se ouvir mais a voz dele.
Mesa pra doisCom o dia de alta temperatura política em Brasília, os escândalos envolvendo a Petrobras fizeram parte do menu do longo almoço do governador Jaques Wagner (PT) com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ambos dividiram a mesa no discreto e sofisticado restaurante Oliver, instalado no Clube de Golfe de Brasília, e conversaram bastante sobre cenários políticos atuais e perspectivas de futuro. Em especial, o destino de Wagner para os próximos quatros anos. Tema que também estava na pauta do encontro entre o governador e a presidente Dilma.
Velocidade mínimaO DEM puxou o freio de mão nas conversas sobre os rumos da sigla em 2015. No momento, os líderes democratas estão preocupados apenas em formar um bloco com um ou mais partidos menores para garantir força congressual. Ou seja, articular uma ala com o mínimo de 31 parlamentares para ter acesso a comissões e dispositivos regimentais na Câmara dos Deputados. ?Com a proposta de reforma política em tramitação, e sem saber se ela vai andar em ambiente de crise no Congresso, nada será decidido em curto prazo?, avalia o deputado federal eleito Paulo Azi, presidente da legenda na Bahia e integrante da Executiva Nacional. Propostas de fusão ou incorporação só depois do temporal. (Correio)


