A ministra do Gênero, Infância e Ação Social de Moçambique, Cidália Chaúque, afirmou hoje que o governo moçambicano pretende erradicar os casamentos impostos às meninas de 13 anos, uma prática frequente que considera criminosa.
Falando aos jornalistas numa conferência em Barcelona, ela considerou que “os casamentos prematuros são um crime” e afirmou que as famílias muitas vezes “vendem ou entregam para casamento meninas de 13 e 14 anos para pagar dívidas com outras famílias”.
Esta prática “depende da tradição cultural de cada província”, assegurou a governante, segundo a agência espanhola EFE.
Dados da UNICEF, de 2011, mostram que o casamento prematuro em Moçambique afeta 14% dos menores de 15 anos e 48% dos adolescentes de até 18 anos. Segundo a agência das Nações Unidas, “Moçambique tem uma das mais altas taxas de casamento prematuro do mundo”.
A província mais afetada por esta prática é a de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, com 68% dos casos de meninas casadas antes dos 18 anos, seguida de Manica, com 64%, e Zambézia (62%), ambas localizadas no centro do país.
A região de Gaza, no sul de Moçambique, tem uma taxa reduzida de casamentos prematuros (33%), a província de Maputo regista uma quota de 27%, enquanto a menor taxa se assinala na cidade de Maputo, capital do país, com 21%. (Notícias ao Minuto)


