OAB-BA vê inquérito do MP que aponta execução no Cabula como &#39dever cumprido&#39

A Ordem dos Advogados do Brasil da Bahia (AOB-BA) disse ver com ?seriedade e sentimento de dever cumprido? a denúncia, com pedido de prisão preventiva, oferecida nesta segunda-feira (18) pelo Ministério Público estadual da Bahia (MP-BA) contra nove policiais militares por envolvimento na execução de 12 pessoas e ferimentos em outras seis durante ação realizada pela Rondesp na madrugada do último dia 6 de fevereiro na Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador. A entidade lembra ainda que, no dia 10 de fevereiro, em reunião na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, com secretários estaduais e representantes de diversas entidades e movimentos sociais, colocou-se à disposição para ?uma investigação independente, sem prejuízo ou suspeição sobre as outras investigações, e afirmou seu interesse na apuração das culpas individuais, mas, sobretudo, de responsabilidades institucionais?. A OAB diz ainda que é ?absolutamente inaceitável? a execução de homens e mulheres que tenham se rendido à polícia. ?Ordem espera, atenta, que, garantidos os princípios da presunção de inocência, devido processo legal e ampla defesa, seja feita justiça?, finaliza. (BN)