Pai realiza parto da mulher dentro de casa e duas ambulâncias do Samu ficam presas em buraco

O trabalho de parto da dona de casa Ana Paula Batista foi tão rápido que não deu tempo de chamar uma ambulância. Restou ao pai do bebê, o pastor Edvan Santos, realizar o parto, mesmo sem nenhum experiência. 

O parto improvisado foi realizado na madrugada deste domingo (18), em Feira de Santana, a 100 km de Salvador. “Apesar de não ser capacitado para isso, já tinha visto em filmes como era o procedimento de um parto”, brincou o pai da menina, que foi batizada de Heloísa Vitória.

Após o parto, o pai da criança chamou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para cortar o cordão umbilical e encaminhar mãe e filha recém-nascida para realizar os exames do pós-parto no hospital. Após 10 minutos, a primeira ambulância do Samu que atendeu a chamada ficou presa em um buraco na rua onde o casal mora.  

Para atender ao chamado, os socorristas se deslocaram à pé até a casa da família para realizar os primeiros procedimentos. Eles chamaram outra ambulância para atender o casal e o bebê. 

A segunda ambulância também atolou e, apenas duas horas depois do primeiro chamado, uma terceira ambulância conseguiu chegar até a casa e levar a mãe e a bebê para o hospital. ?Estava chovendo muito no dia e o asfalto da rua cedeu?, explicou o pai. Eles são moradores do bairro Conceição, localizado a 4 km do centro da cidade. 

Segundo Edvan Santos, ele percebeu desde o primeiro momento que não haveria tempo de chamar uma ambulância e que teria que realizar o parto. ?Como eu sou pastor, no momento eu não fiquei nervoso porque tenho muita fé e me apaguei em Deus?, contou. 

Ana Paula revelou que logo no início ficou com muito medo, mas tudo correu tranquilamente. ?Tenho mais três filhos e tive todos com parto normal, mas sempre dei à luz em hospitais. Essa foi a primeira vez que tive um filho dentro de casa. Nós realizamos todos os exames necessários e estamos bem de saúde?, comemorou.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Feira de Santana, o atolamento foi causado porque a pavimentação implantada na rua Canápolis cedeu. Ainda segundo o órgão, a construtora Lima, responsável pela obra, informou que moradores, por conta própria, abriram a rua para o tráfego de veículos antes de ter sido liberada pelos técnicos.

Em nota o órgão disse que os engenheiros estimaram o tempo de cura da pavimentação em pelo menos 90 dias. Mas, antes de completar um mês, alguns moradores retiraram as placas de proibição, permitindo a passagem de automóveis. (G1)