Promotor diz que acusados na chacina do Cabula podem ter 168 anos de reclusão

Em entrevista ao Metro1 nesta segunda-feira (18), o promotor responsável pelo caso das 12 mortes no Cabula, Davi Gallo, informou que pediu a prisão dos nove policiais acusados, e o afastamento dos mesmos da Policia Militar. Na ocasião, o promotor descartou, a princípio, a responsabilidade do Estado nas execuções. “Foi um ato assumido pelos policiais, por causa de uma ação que feriu um tenente. Não foi confronto, foi execução. Uma vingança praticada por nove policiais que não agiram por mando de ninguém. Foi uma atitude pensada e organizada pelo grupo”, garantiu o promotor.

Nas investigações, constataram que o GPS das viaturas estavam desligados durante as horas que aconteceram as mortes e ainda não há a conclusão da perícia dos uniformes e armas dos envolvidos. O promotor destacou que os PMs são acusados de 12 homicídios consumados, triplamente qualificado por: motivo torpe, perigo comum e impossibilidade de defesa das vítimas. Além de seis homicídios tentados. O somatório das penas mínimas desse processo pode chegar a 168 anos de reclusão para cada acusado, conforme Gallo.