Santo Antonio de Jesus: PM e SAMU não conseguem levar paciente para Hospital; família desesperada pede ajuda

Há quatro décadas uma mulher teve sua vida destruída após uma ilusão amorosa. A jovem Maria das Graças Alves (Zinha), moradora do bairro Maria Preta em Santo Antônio de Jesus/Ba, namorava um rapaz que demonstrava amor, compromisso e planos para o futuro, certo dia, o casal de namorados marcou o casamento, pelo fato de estar desempregado, o homem de nome não divulgado, pediu a Maria a roupa da cerimônia, assim ela fez, comprou o terno completo e deu de presente ao seu noivo, mas o inesperado aconteceu, no dia do casamento o jovem abandou Maria para casar com outra.

Abria-se uma ferida jamais cicatrizada na vida de Maria das Graças, hoje aos 58 anos de idade. Essa mulher, na época com aproximadamente 18 anos, saudável, alegre e trabalhadora, mudou repentinamente o sei jeito de viver, perdeu seu emprego, afastou-se dos amigos e nunca mais teve alegria de viver. Além disso, passou a dormi na rua, aliás, é a única rotina agradável para Dona Maria que ao chegar o fim da tarde pega seu cobertor e caminha até a Avenida Luiz Argolo, para se agasalhar em frente ao Shopping Itaguari. Questionada pelo repórter Hélio Alves se ela não tinha medo, a mesma respondeu que nesses 40 anos que dorme na rua nunca foi agredida.  ?Me apego com Deus e ninguém me bole?, disse.

Na quinta-fera (06/08), por volta das 17 horas, quando se deslocava para o Shopping, Zinha, como é conhecida, sofreu uma queda, fraturando o braço esquerdo. A família acionou o SAMU, mas os atendentes não puderam socorrê-la, pois a paciente não aceitou o socorro, a Policia Militar foi acionada, porém os policiais falaram que não podiam fazer nada, a não ser garantir a integridade dos profissionais do SAMU, caso a paciente apresentasse sinais de violência.

A família pede, portanto, a ajuda dos órgãos competentes para intervir no caso e socorrer a senhora Maria das Graças para o Hospital Regional, para a mesma receber os devidos tratamentos. Segundo a família, o atendente do SAMU deduziu que se trata de fatura, pois a paciente não consegue movimentar os dedos. Ainda conforme informações passadas pelos familiares, a paciente geme a noite inteira, e ninguém consegue convencê-la para ir ao médico.

?Se o SAMU não pode, se a Policia Militar não pode, o que fazer agora?, questionou a senhora Gênesis Ribeiro, sobrinha da paciente. Se você tem sugestões, conhece alguém, algum órgão ou alguma entidade que possa ajudá-la entre em contato com o nosso site. (Tribuna do Recôncavo)