Na volta do feriado, bolsa fecha em alta de 0,57%

Na volta do feriado no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado de ações fechou as operações em alta, muito por conta do cenário externo favorável e pelo desempenho de ações importantes na formação do índice. Contudo, o ritmo de ganho só não foi mais expressivo devido à cautela adotada pelos agentes diante das medidas que o governo pode tomar para ajustar as contas públicas.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 0,57%, aos 46.762 pontos e com um volume negociado de R$ 5,327 bilhões.

O avanço das operações foi influenciado pelas ações da Vale, da Petrobras e de empresas do setor de bancos, que possuem grande influência na composição do índice oficial. As ações preferenciais da Vale (VALE5) subiram 4,28%, a R$ 15,36, enquanto as ações ordinárias (VALE3) ganharam 3,78%, a R$ 18,93. Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) avançaram 1,52%, a R$ 10,05. Os preferenciais (PETR4) tiveram ganhos de 1,53%, a R$ 8,64.

No setor bancário, os papéis do Bradesco (BBDC4) fecharam em alta de 2,33%, a R$ 22,88. O Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,1%, a R$ 26,71. O Banco do Brasil (BBAS3) valorizou-se 0,35%, a R$ 17,10. As ações da CSN e da Usiminas lideraram as altas do dia, influenciados pelo aumento do preço do minério de ferro. A Usiminas (USIM5) teve o maior ganho da Bolsa, de 7,8%, a R$ 3,73. A CSN (CSNA3) apareceu em seguida, com valorização de 5,71%, a R$ 4,26.

Contudo, segundo informações da agência de notícias Reuters, as novas sinalizações do governo quanto a um aumento potencial da tributação para ampliar os números das contas públicas reforçaram o nível de cautela dos analistas, uma vez que seu impacto sobre o consumo seria inevitável.

A bolsa também divulgou a nova carteira teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 08 de setembro de 2015 a 30 de dezembro de 2015, com base no fechamento do pregão de 04 de setembro de 2015. A carteira registra a entrada de EQTL3 (EQUATORIAL ON) e RADL3 (RAIADROGASIL ON) totalizando 64 ativos de 61 empresas. Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,097%), Ambev S/A ON (7,513%), Bradesco PN (7,111%), Petrobras PN (4,494%) e BRF SA (4,433%).

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,07%, a R$ 3,819 na venda. No cenário doméstico, as operações foram diretamente afetadas pelo aumento da intervenção do Banco Central no mercado cambial – a autoridade monetária ofereceu até US$ 3 bilhões com compromisso de recompra em 4 de novembro de 2015 e 2 de dezembro de 2015, em dois leilões. Operação semelhante foi realizada na semana passada, quando o BC colocou uma oferta de até US$ 2,4 bilhões no leilão de linha. No exterior, o avanço de quase 3% da bolsa chinesa levou os investidores a aumentarem suas compras em negócios considerados de maior risco.

O BC também manteve os leilões de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em outubro. A rolagem efetuada chega a US$ 2,278 bilhões, ou aproximadamente 24% do total de US$ 9,458 bilhões. Caso o ritmo seja mantido, todo o lote será recolocado até o fim do mês.

Para quarta-feira, os analistas aguardam a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços ? Mercado) no Brasil, além dos dados de ofertas de emprego nos Estados Unidos, produção industrial, balança comercial e estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) na Grã-Bretanha, índice de confiança do consumidor no Japão e os índices de preços ao consumidor e ao produtor na China.

Fonte: Reuters