Depois de cinco meses preso na Suíça, o ex-presidente da CBF José Maria Marin vai ser extraditado para os Estados Unidos.
José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram presos na Suíça em maio deste ano por determinação da Justiça americana. Os Estados Unidos entraram com o pedido de extradição de Marin no dia 1º de julho, mas o ex-presidente da CBF entrou com um recurso. Na terça-feira (27) ele mudou de ideia e abriu mão de lutar contra a extradição.
O comunicado da Justiça suíça diz que a decisão de Marin simplifica a transferência para os Estados Unidos. E que, como de costume, por razões de segurança e privacidade, as informações sobre a data e o horário da viagem não serão divulgadas. Segundo as investigações americanas, José Maria Marin é acusado de receber mais de US$ 6 milhões em propinas de empresas de marketing esportivo.
O dinheiro seria relativo à venda dos direitos de marketing das Copas América de 2015, 2016, 2019 e 2023 e da Copa do Brasil de 2013 a 2022.
Os investigadores também apontam desvio de fundos de duas confederações continentais da Fifa e também da CBF.
Além de Marin, outros cinco dirigentes estão presos em Zurique. Eles contestam os pedidos de extradição.
O ex-presidente da Concacaf e ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb foi o primeiro a concordar com a extradição. A Suíça entregou Webb para os Estados Unidos no dia 15 de julho.
Em Nova York, onde corre o processo, ele pagou uma fiança de US$ 10 milhões e entregou os três passaportes que tem para não ficar na cadeia. Webb responde agora em liberdade vigiada. É monitorado o tempo todo através de um localizador eletrônico.
Jose Maria Marin é dono de um apartamento num condomínio de luxo em Nova York. O imóvel tem valor estimado em cerca de R$ 10 milhões.
Nem a Justiça americana nem a Suíça informaram o que fez Marin mudar de ideia sobre a extradição. O mais provável é que ele tenha a expectativa de conseguir o mesmo tratamento dado a Jeffrey Webb: esperar o julgamento no apartamento dele com liberdade vigiada.
Segundo a Polícia Federal americana, o prazo pra extradição é de dez dias. (Jornal Nacional)


