Mulher diz sofrer retaliações após registrar estupro coletivo da irmã

A mulher que denunciou à polícia o estupro coletivo sofrido pela irmã, uma adolescente de 14 anos, na cidade de Guaratinga, no extremo-sul da Bahia, diz que sofre uma série de retaliações quando sai a rua. O crime foi cometido há cerca de três meses e foi filmado pelos suspeitos – o vídeo foi divulgado em um aplicativo.

“Onde que eu passo todo mundo fica me olhando. Muitos ficam me criticando. Alguns dizem que ela [a vítima] foi a culpada, a chamam de vagabunda, e acham que estamos errados por ter denuciado os suspeitos. O meu medo é que depois que eles [os suspeitos] saírem de lá [da cadeia] eles possam fazer alguma coisa comigo e com a minha família”, afirmou. “Tenho receio de sair na rua, já que muitos me condenam pelo fato de ter levado o caso à polícia. Na rua, fico apreensiva porque é um caso muito complicado”, relatou a mulher.

Segundo o site G1, a autora da denúncia, que prefere não dizer o seu nome, disse que a irmã está assustada e não sai de casa. “Ela não consegue dormir direito, não come, deixou de ir para a escola e vive chorando”.

Ainda de acordo com a publicação, dois suspeitos de envolvimento – um adolescente de 17 anos, que teria namorado a vítima e que é apontado como mentor da ação, e um jovem maior de idade – já foram localizados pela polícia e levados para delegacia. Outros dois adolescentes, também menores de 18 anos e que teriam participado da ação, já foram identificados, relatou a polícia.