Mais uma vez, servidores do Hospital e Maternidade Luiz Argolo em Santo Antônio de Jesus têm seus respectivos salários atrasados. Jamilton Goez, um dos diretores do Sindsaúde da cidade cedeu entrevista à Rádio Andaiá FM e confirmou a situação, ?já se tornou rotina na Santa Casa de Misericórdia? complementou. A informação passada pelo mesmo é que os servidores receberam o pagamento referente ao mês de setembro no dia 30 de outubro, situação que se repete com o pagamento do mês de outubro.
?Quem trabalha com a saúde tem que ter tranquilidade, tem que está de bem com a vida, para que possa passar sua tranquilidade para todos pacientes que deles necessitam.? explanou. Representantes do Ministério Público, do Luiz Argolo, da prefeitura municipal se reuniram na procuradoria nesta quinta-feira (26) a fim de uma solução para o problema, no entanto, segundo Jamilton, a resposta não foi alcançada, e disse que a posição da diretoria do hospital alegou que o município não efetuou os pagamentos, já a prefeitura ressalta que a obrigação do pagamento é do próprio hospital. E no meio dessas situações, os servidores continuam sem o retorno financeiro devido às suas funções.
A diretoria informa não ter recurso financeiro em caixa para efetuar o pagamento, sendo que a verba que tem é destinada ao pagamento dos médicos, fornecedores e outros contratados, ?Os trabalhadores não aguentam mais levar 60 dias para receber o seu salário, então por força disso, há possibilidade ampla dos trabalhadores paralisarem suas atividades a partir da próxima terça-feira? informou Jamilton e ressaltou que a paralisação será por tempo indeterminado e que não adianta mais parada de alerta, ?o 13º salário do ano passado está sendo pago este ano, e a última parcela deverá ser paga agora em dezembro? acrescentou. A greve será oficializada se até a próxima segunda-feira o pagamento não for normalizado.
Ludmila Reis, diretora do hospital também esteve em contato com a rádio e confirmou o atraso no pagamento de mais de vinte dias. E acrescenta que infelizmente a dívida que havia no hospital impossibilitou que um caixa reserva fosse mantido, a sobrevivência da unidade vem sendo mantida pelos recursos recebidos do município e do estado. Ela também informou que o empréstimo realizado pelo hospital teve a funcionalidade de quitar com a dívida da gestão anterior e a outra parte para comprar medicações e materiais para abastecer a Santa Casa. Ludmila ressalta que por não ter créditos no mercado muitas vezes medicamentos eram comprados em farmácias.
Ela sobrepõe que os funcionários sempre são prioridades no hospital, com muitos sacrifícios estão parcelando o 13º salário do ano passado, mas as dificuldades são muitas, ressaltando que a Santa Casa tem cumprido com as metas estabelecidas pelo município, e a isso é atribuído o direito de receber os valores pelo mesmo. A negociação está sendo feita entre a diretoria do hospital e o município.
Laiane Santos/Blog do Valente


