Governo estuda medidas para reduzir perdas no setor siderúrgico

O governo está analisando medidas para reduzir as perdas que o setor siderúrgico está enfrentando, tanto no mercado interno, como no externo. A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, que participou hoje (25), na zona sul do Rio, de encontro organizado pelo Instituto Aço Brasil. Segundo o ministro, em reunião ocorrida ontem, no Palácio da Alvorada, com representantes do setor e a presidenta Dilma Rousseff, ficou definido que, no prazo de 15 dias, o governo vai apresentar as medidas que devem diminuir os impactos.

“A orientação da presidenta, depois de ouvir o setor atentamente e discutir as questões, foi no sentido de, no máximo em 15 dias, oferecer uma posição final do governo”, disse. Ele reconheceu a dificuldade do setor, mas não especificou o que pode ser feito.

“Não há decisão, ainda, mas o que sabemos é que o mundo inteiro, dada a dificuldade que o setor siderúrgico vive, há uma multiplicação de medidas de defesa comercial que estão sendo adotadas em diversos continentes, por diferentes países, no sentido de proteger os seus mercados domésticos de aço”, afirmou.

Monteiro informou que entre as medidas adotadas por outros países estão algumas que são compensatórias e de salvaguarda, e outras de imposição de direitos antidumping.

De acordo com o ministro, o pedido do setor de aumento do imposto de importação é considerável. Ele ponderou, no entanto, que é preciso levar em consideração o lado dos consumidores, como as empresas de produtos que utilizam o aço.

Monteiro revelou que outra orientação da presidenta foi garantir que todos os setores interessados serão ouvidos e, neste caso, estão incluídos os consumidores de aço. “Temos que levar em conta que o aço é uma matéria prima fundamental. É um insumo básico e tem uma cadeia produtiva que, evidentemente, tem que ser ouvida, são consumidores de aço. Há manifestações do setor de máquinas e equipamentos, do setor de elétricos, do sindipeças, da área de eletromecânica”, ressaltou.

*Notícias ao Minuto