Casos suspeitos de microcefalia são notificados no Hospital Luiz Argolo em Santo Antônio de Jesus

A Coordenadora de Enfermagem, Núbia Mercês, do Hospital e Maternidade Luiz Argolo informou que houve, durante o mês de dezembro em Santo Antônio de Jesus, três suspeitas de microcefalia. Durante uma entrevista a Rádio Andaiá, a coordenadora explicou que ainda não pode confirmar os casos, já que está seguindo orientação do Ministério da Saúde que é de notificar crianças nascidas com circunferêcia craniana menor ou igual a 32 centímetros. ?Foi feita a notificação e encaminhado para Vigilância Epidemiológica do Município de Santo Antônio de Jesus para daí ter um acompanhamento do bebê para confirmar ou não a suspeita?, disse.

A coordenadora não pode divulgar o município oriundo das mães dos bebês, já que a Santa Casa de Misericórdia atende toda região, ou seja, os casos podem ter vindos de outras cidades.

De acordo com Núbia, apesar do Hospital Luiz Argolo ser uma Maternidade de referência na região, ainda não tem como fazer exames específicos para confirmar ou descartar a possibilidade. ?O bebê precisa ir para um centro de referência em Salvador?. Ela lembra ainda que, gestantes que apresentam sintomas de zika precisam informar ao médico, para que possa ter acompanhamento com o pré-natal de alto risco e que toda mulher grávida se proteja contra a picada dos mosquitos com roupas longas e repelentes para evitar novos casos.

Daiane Mascarenhas, Coordenadora de Vigilância em Saúde confirmou os casos de suspeitas e falou que está sendo feito todo processo de notificação dos casos, ?caso seja necessário à transferência para Salvador ou uma avaliação mais detalhada, a secretária de saúde do município dará todo suporte para as mães e os recém-nascidos, independente de quais municípios sejam? afirmou.

Ela conta que casos de microcefalia ainda são muito novos para as equipes de saúde, mas vem sendo feito tudo que é possível para os bebês e para as mães no primeiro momento. ?A partir de agora vamos redobrar nossos trabalhos para que as pessoas entendam que quem começa o combate ao mosquito Aedes aegypti somos nós, para que não haja novos casos? lembrou Daiane.

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