Jovem baiana conta em livro luta contra câncer com sorrisos: ‘Amo estar viva’

A publicitára Carolina Magalhães, de 31 anos, moradora de Salvador, escreveu um livro para contar a história de superação de um câncer de mama que descobriu há três anos. Mesmo com todas as dificuldades da doença, ela conta que resolveu encarar o problema de saúde com um sorriso no rosto.

A forma que encarar a situação gerou comentários que acabou dando nome ao livro: “’Mas nem parece que você tem câncer’ – Como sorrisos ajudaram a vencer a doença”. Durante todo o tratamento, ela colocou na cabeça que ia vencer a doença. Depois de superar, ela reacendeu ainda mais a paixão pela vida. “Amo estar viva, amo viver”, diz.

“Não, não é fácil, ninguém disse que seria. Mas cabe a cada um de nós escolher qual o melhor caminho a seguir. Eu te pergunto: você quer seguir esse caminho chorando ou sorrindo?”, diz um trecho da obra, lançada no dia 8 de março.

Após descobrir o nódulo em outubro de 2015, ela teve que retirar uma das mamas. À medida que começou o tratamento, ela também descobriu um nódulo na tireóide, que teve que ser retirado. Poucos meses depois, ela recebeu a notícia que o câncer de mama tinha voltado e precisou fazer nova cirurgia.

 Jovem de 31 anos contou história de superação de câncer em livro (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Jovem de 31 anos contou história de superação de câncer em livro (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Ela conta o momento mais difícil foi quando recebeu resultados inconclusivos sobre um nódulo no fígado, que acabou sendo diagnosticado como não cancerígeno. “Foi um período em que eu chorei muito, não queria sair, não queria trabalhar, não queria ver ninguém. Foi a fase mais difícil que passei no tratamento todo. Mas depois de buscar outros exames, graças a Deus, não era nada no nódulo do fígado, era apenas um nódulo”, relata.

A dentista Melina de Freitas, de 28 anos, que mora em Feira de Santana, também preferiu encarar a doença que descobriu há dois meses com otimismo. Na semana passada, ela começou a fazer a quimioterapia.

Ela sabe que o cabelo vai cair e a aparência vai mudar, mas não se dá por vencida. Ela passou a usar as redes sociais para dividir com outras pessoas os sentimentos e aprendizados que vieram com a doença. Ela também orienta as mulheres a fazerem o autoexame da mama e não se descuidarem da saúde.

“No início não foi tão fácil. Eu estava lendo e passei a mão pelo peitoral, aí senti o nódulo na mama esquerda. Você nunca imagina que isso vai acontecer. Ainda mais com 28 anos. Ainda mais com cinco meses de casada. Só tenho quatro anos de formada. Estou, como dizem, ‘iniciando a vida’”, conta Melina.

Dentista de Feira de Santana usa redes sociais para compartilhar história (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

Dentista de Feira de Santana usa redes sociais para compartilhar história (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

“Eu tenho certeza que o que tem me feito mais forte e me feito encarar com tanta tranquilidade é a fé. É acreditar que Deus tem um propósito maior de que estar vivendo isso tão nova, como todo mundo fala, começando a vida”, relata.

Tratamento

A oncologista Luciana Landeiro diz que o médico tem o papel de explicar ao paciente as peculiaridades do câncer, que pode ser diferente do que ele tem ideia, baseado na experiência de amigos e familiares.

“É um momento difícil, mas cabe ao médico ouvir um pouco o paciente, ouvir o que ele tem na história. Às vezes, ele já passou por situação similar na família ou com um amigo. Às vezes ele tem ideia do que vai acontecer com ele que não necessariamente vai acontecer com o paciente. Câncer é uma palavra genérica que engloba várias doenças e existem peculiaridades de cada doença. A gente precisa explicar isso para o paciente, para que entenda que o tratamento dele pode ser distinto de um amigo, de um familiar”, defende.

Ela assegura que é importante destacar a importância de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividades físicas, além de fazer exames que podem dar diagnóstico precoce, como mamografia e colonoscopia.

Luciana afirma ainda que atividades que promovem o bem estar também podem ser parceiros no tratamento oncológico. “Meditação, Ioga, pilates, a própria atividade física aeróbica são aliados que a gente tem para conseguir propiciar a esse paciente melhor qualidade de vida durante o tratamento”, diz.

*G1