Bolsonaro defende indicação de amigo para gerência de Inteligência da Petrobras

Para defender a nomeação de Carlos Victor Guerra Nagem para a gerência de inteligência e Segurança da Petrobras , o presidente Jair Bolsonaro postou na quinta-feira no Twitter que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”. O post, no entanto, foi apagado pouco depois, e republicado sem esse trecho. Carlos Victor é capitão da reserva da Marinha, amigo de Jair Bolsonaro, e funcionário da Petrobras há onze anos.

Em 2016, Bolsonaro gravou um vídeo pedindo votos para Nagem, que se candidatou a vereador por Curitiba com o nome de Capitão Victor. Bolsonaro classificava o então candidato como “meu amigo particular”:

“É um homem, um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E quem sabe, no futuro, tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”, afirmou Bolsonaro no vídeo de 2016, publicado no perfil do youtube do presidente.

Após a publicação desta reportagem, Bolsonaro voltou a defender a indicação no Twitter, ressaltando o currículo do capitão da reserva da Marinha.

“Apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que é apenas amigo de Bolsonaro”, escreveu.

O nome de Carlos Victor ainda será submetido a procedimentos internos de governança corporativa, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade.

O amigo de Bolsonaro entrou na Petrobras por concurso há onze anos mas, no  período, nunca teve função gratificada significativa. Atuou na área de segurança nos últimos seis anos. No ano passado, tentou uma vaga para deputado estadual no Paraná, mas não foi eleito.

A gerência  de Inteligência e Segurança  foi  ocupada até dezembro do ano passado por Regina de Luca, que estava na estatal há dois anos a convite do então presidente da companhia Pedro Parente depois de ocupar a  secretária de Segurança  Pública no Ministério da Justiça  no governo Dilma.

*OGlobo