Programa do Valente: É possível conciliar a jornada política e empresarial? Saiba opinião de empresários de SAJ; assista

Empresariado na política e novos rumos no cenário de Santo Antônio de Jesus foi tema do bate-papo durante Programa do Valente desta sexta-feira (3). Conduzido pelo radialista Léo Valente, o programa recebeu convidados como o advogado Dr. João Gabriel e Caíque, o empresário e ex-vereador Claúdio Luís, presidente e vice da Associação Comercial de Santo Antônio de Jesus – ACESAJ , João Lessa e Genival Deolino.

Durante a entrevista, Léo Valente provocou o debate sobre o porque da dificuldade de empresários se envolverem diretamente com a política, principalmente no município de Santo Antônio de Jesus. As respostas lembraram a dificuldade em conciliar duas atividades intensas.

“Uma cultura que tá começando a mudar. Um dia-a-dia de um empresário é um dia muito corrido e política é uma coisa diferente da parte empresarial, ou a pessoa se dedica a política ou não tem condição de levar adiante o projeto. O empresário tem que abdicar da empresa, porque dividir as duas atividades não dá certo. Santo Antônio não foge a regra”, enfatizou Joel Lessa, presidente da ACESAJ.

Ainda sobre o mesmo questionamento, o ex-vereador e empresário dividiu sua experiência entre os dois segmentos – “Na minha segunda legislatura eu comprei o meu comércio e não tive condições de conciliar os dois. Eu tive que optar pela politica ou comércio, porque se eu continuasse como no inicio todos os dois sairiam mal feitos e não daria certo”, disparou.

Mesmo com a opinião de quem já pode vivenciar essa situação, a exemplo de Claudio, o advogado Caíque que tem se dedicado aos assuntos de políticas lembra que não é somente a dupla jornada que pesa, mas a cobrança dos eleitores e até de acordo com ele a não separação das atividades. –“Hoje ser empresário no Brasil com tantas obrigações a serem cumpridas, impostos a serem pagos e burocracias e quando ele tenta atrelar, fica complicado com essa dupla rotina e poucos tem esse luxo de largar sua empresa em mãos de terceiros e se dedicar a política. Além do olhar dos eleitores, que muitas vezes quando ver que é empresário pensa que tem dinheiro e precisa dar dinheiro ao povo”, salientou.

De forma resumida, os convidados defendem que a política e as funções dos condutores de empresas precisam ser dedicar exclusivamente a apenas uma delas ou se desejar seguir com as duas, necessitam de apoio e condução de um terceiro no empresariado.

E você, acha que empresários podem se tornar políticos e conciliar as duas funções sem prejudicar algumas delas?

Assista entrevista completa: