PT defende o voto em lista

Uma corrente defende o voto em lista. O eleitor não tem sido tão fiel a um partido só. Muitas vezes o eleitor, por exemplo, vota num deputado estadual de um partido, para federal de outro, e para o senado e presidente de partidos diferentes. Questionado sobre se isso funcionaria, um grupo ter mais força do que a identidade pessoal, Jonas Paulo defendeu o voto em lista. “O voto de opinião é o voto do projeto, nas idéias e não nas pessoas. Entendemos que o critério seja proporcional mantendo o elemento mais valioso do sistema eleitoral, que é a proporcionalidade, ou seja, o candidato é eleito conforme os votos que o partido teve”, afirmou.

Na opinião de Jonas Paulo, no essencial, o eleitor vota nos projetos. Ele assegurou que o PT é o partido com a maior preferência nacional na faixa dos 30%, e na Bahia mais de 40%. “Isso se refletiu nas urnas. Como o PSDB e o DEM têm sua parcela e que refletiu nas urnas. O problema é que tem um conjunto de legendas que não se estruturaram como partidos nacionalmente e criam uma maior confusão, por isso defendemos o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais para que o eleitor vote no partido e o candidato seja do partido”, ressaltou.

Jonas Paulo explicou ainda que há um certo consenso entre os partidos como o voto em lista e financiamento público. “Financiamento público é irmão siamês do voto em lista. Não se pode ter um voto personificado, fulanizado. As pessoas não podem ter financiamento público, tem que ser a instituição, e defendemos isso, como também o pleno poder normativo da justiça eleitoral. Achamos que as coligações proporcionais são tendenciosas à democracia. Quem vota no partido deve permanecer no partido, os mandatos são do partido e isso pressupõe a fidelidade partidária”, argumentou. Para ele é possível aprovar o financiamento público e o voto em lista.

Jonas Paulo também lamentou a diminuição da presença feminina na política brasileira. Ele explicou que as mulheres são 54% do eleitorado brasileiro. Dos 39 deputados federais baianos, existe apenas uma mulher. “Está cada vez menor e estamos chegando num patamar menor ainda da participação das mulheres em relação a alguns países árabes onde as mulheres se quer podem sair de casa. Mesmo assim, lá tem mais parlamentar mulher do que no Brasil proporcionalmente”, disse.