A apreensão de CDs e DVDs piratas tem sido uma constante em Santo Antônio de Jesus
Vendedores de CDs e DVDs piratas de prenomes Cláudio e Luís procuraram a reportagem do programa Andaiá Urgente para retratar a dura luta que os camelôs da cidade travam diáriamente a fim de manter a subsistência de suas famílias, sendo constantemente abordados por autoridades policiais que lhes confiscam mercadorias. ” Sou uma pessoa do bem, não vou roubar ninguém para sobreviver”, disse Cláudio, que por várias vezes já teve DVDs apreendidos, tendo que arcar com o prejuízo.
A atividade, que é ilícita, encontra forte represssão na capital do recôncavo. “Não tenho nada contra a ação dos policiais mas e nossos filhos, como é que vão ficar? Quero fazer um apelo ao promotor para que veja o que pode fazer por nós”, indagou Luís.
A reivindicação pela repressão à venda de CDs e DVDs piratas é uma solicitação da própria classe artística, que busca a defesa do direito autoral junto ao Ministério Público. Por outro lado, o fenômeno do desemprego tem formado uma verdadeira horda de camelôs pelo Brasil afora com base no repasse de mercadorias ilícitas.
Um viés pouco analisado da atividade de venda do CD e DVD “genérico” é o incentivo que tem sido feito através de empresários do setor artístico para a venda destes produtos a fim de divulgar suas bandas e artistas. Ou seja: enquanto alguns representantes da classe musical observam o vendedor ambulante como um problema, para outros estes desamparados das ruas podem ser justamente a solução.



