Ministério Público proibe rifas em Santo Antonio de Jesus

O Ministério Público de Santo Antonio de Jesus proibiu as rifas na cidade. A proibição foi feita pelo promotor de Justiça, Adalto em decorrência da quantidade de casos onde os jogadores pagavam e não recebiam o prêmio, ou então o número premiado, nunca era sorteado.

De acordo com o promotor, as rifas são proibidas por lei assim como o jogo do bicho e por isso, os lesados no jogo não podem recorrer a justiça para recuperar o prejuízo. Em Santo Antonio de Jesus, a grande maioria das rifas envolvem dinheiro e carros.

A equipe de jornalismo da Rádio Andaiá Fm conversou com alguns donos de rifas que estão revoltados com a decisão. O rifeiro Zé Gurita afirmou que tem uma equipe trabalhando com ele e todos vivem diretamente da renda do jogo: “Proibindo a rifa vai prejudicar 3 mil pessoas que vivem diretamente disso”, disse Gurita.

O rifeiro informou que sua equipe vai respeitar a decisão da justiça, mas não vão desistir de lutar para continuar com a atividade. Na próxima segunda feira, eles vão participar de uma sessão na câmara de vereadores para discutir o assunto.

“Sei que é contravenção como o jogo de bicho, mas é pra parar, tem que parar tudo, a corda não pode quebrar para o lado mais fraco”, afirma Gurita.

Opinião de Leo

Não tem como o Ministério Público fiscalizar quem trabalha certo e quem não trabalha se já é uam contravenção. Por mais que tenha pessoas que trabalham certo, outras fazem disso um verdadeiro negócio com a não entrega dos prêmios. Entendo o lado dos vendedores, mas se falarmos que são famílias que dependem disso a gente não acaba com o fabrico clandestino de fogos, com as topiques que atrapalhavam o trânsito., entre outros. Não posso ser contra a lei.

O que provocou o Ministério Público foi que muitas pessoas não podiam nem se queixar a justiça porque participavam de algo errado e quem participa financia algo contra a lei. Agora, se formos observar essa questão do jogo, ela é mais profunda. O bicho e a rifa são ilegais, mais o governo pode fazer. Inventa até um que é para ajudar os times e aumentar o número de marajás nas diretorias.

O governo parte do princípio de que ele pode viciar as pessoas, outras não. Repito, não defendo a ilegalidade, defendo que se legalize quem já trabalha com isso.