O presidente da Superintendência de Desenvolvimento da Indústria e do Comércio, SUDIC, Emerson Leão, esteve em Santo Antonio de Jesus no dia 6 de outubro no Espaço Empresarial para debater os problemas enfrentados no setor em toda a região e as oportunidades de crescimento. Entre as pautas mais debatidas pelos industriais, polÃticos e representantes de órgãos públicos estavam a ampliação do Distrito Industrial, a situação do Projeto Fênix e problemas estruturais do Distrito de Santo Antonio de Jesus.
âO papel da prefeitura é o de ser agente de desenvolvimento. Precisamos de um esforço conjunto para mudar essa realidadeâ. Foi com essa afirmação que Emerson começou o seu discurso na reunião lembrando a importância das parcerias entre órgãos públicos, Entidades Empresariais e comunidade industrial para a resolução do grave problema da falta de área na cidade para a instalação de mais indústrias.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial, Genival Deolino destacou que a cidade possui um potencial nato voltado para o comércio, mas o crescimento das indústrias é urgente pelos postos de trabalho e desenvolvimento que o setor secundário gera em uma região.
Em seu discurso, Euvaldo Rosa, prefeito de Santo Antonio de Jesus, afirmou que a região tem potencialidade, mas, que o seu aproveitamento só será possÃvel se as indústrias permanecerem na região: âà necessário que se tenha recursos destinados para o interior para que os investimentos possam sair da linha da região metropolitana de Salvadorâ, afirmou Euvaldo.
Os problemas estruturais do Distrito Industrial de Santo Antonio de Jesus, como falta de água, luz e a licença ambiental da área foram cobradas ao representante a SUDIC. De acordo com os industriais presentes, as empresas já instaladas geram lucro, empregos, impostos e desenvolvimento para a cidade, mas ainda esbarram em problemas pequenos de falta de estrutura que limitam o trabalho das mesmas como água e energia elétrica: âNão somos apenas empresários, somos exportadores de produtos que saem de Santo Antonio de Jesus, produtos baianos e essa situação tem que mudarâ, afirmou o industrial Marconi Trindade. Na oportunidade, o presidente da SUDIC se comprometeu em resolver o problema da licença ambiental que influencia os outros serviços.
O Projeto Fênix, criado para a confecção segura de fogos e abandonado há mais de 10 anos, também foi tema de polêmicas na ocasião levantadas pelo próprio presidente da SUDIC. âO que eu vi lá foi uma pocilga com lixo e animais pastando. Fogos sendo confeccionados não viâ, disse Emerson. De acordo com o presidente a situação atual do local pode ser considerada como quebra de contrato e o governo do Estado tem que intervir o quanto antes: âNão podemos cruzar os braços e esperar mais 10 anos pela solução deste problemaâ, afirmou Emerson que completou dizendo que âé um absurdo a lista de empresas que querem se instalar na cidade e o Fênix ser usado por porcos e urubus. Não podemos aceitar issoâ
Emerson alertou ainda para os investimentos previstos na região pela Petrobras na área da indústria naval e o quanto esse investimento pode representar o crescimento do setor e das indústrias locais.
Aloma BritoACESAJ/CDL/SINCOMSAJ




