Membros de sindicatos e movimentos sociais avaliaram a paralisação geral como positiva. As manifestações aconteceram durante toda a manhã desta sexta-feira (11) e vários setores pararam as atividades.
Alguns lojistas foram recomendados pelos manifestantes a fechar as portas e a paralisação percorreu várias ruas do centro de Feira de Santana.
O vice-presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Antonio Cedraz, contou que no início da paralisação a adesão dos comerciantes foi fraca. Porém, com aglutinação de vários sindicatos o movimento cresceu.
“As lojas foram todas fechadas e acho que objetivo foi cumprido. Onde nós fomos passando as lojas foram fechando. Alguns comerciantes também fecharam sob pressão”, disse.
Marialvo Barreto, integrante do sindicato das escolas particulares destacou que a paralisação foi muito importante e configurou-se como um movimento bastante ordeiro.
“Eu tenho certeza de que os comerciantes também devem estar a favor. Mesmo com algumas lojas que insistiram depois em abrir. Percebe-se que com comércio inviabilizado, o movimento foi um sucesso e contou com a adesão de vários sindicatos em Feira de Santana.
Marialvo comentou ainda sobre os prejuízos da PEC 55. Para ele, ela demonstra um grande atraso no desenvolvimento do país.
“A Pec é um congelamento dos gastos públicos em 20 anos. Significa que não amplia recursos para a educação, para a saúde, para a moradia e estagna muito o país. Se concretizar não só a PEC, mas o conjunto de medidas, certamente o prato do brasileiro vai esvaziar e isso não serve nem para o comércio de Feira nem para ninguém ,A gente quer o crescimento da população e não o empobrecimento dela”, finalizou.
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