Na tarde desta quinta-feira (17), foi realizada uma palestra no auditório da ACESAJ (Associação Comercial e Industrial de Santo Antônio de Jesus) onde foi discutido a comercialização e o uso adequados de agrotóxicos. Promovida pelo Ministério Público Estadual, a palestra foi ministrada pelo agrônomo Armando Xavier Filho, da Fundacentro Bahia, e reuniu empresários do agronegócio e entidades públicas.
Segundo o agrônomo Armando Xavier Filho, que também é coordenador do setor Rural na Bahia e em Sergipe, é importante a orientação quanto ao uso do agrotóxico devido a alta periculosidade do manuseio inadequado, podendo ocasionar, dentre outro problemas, o câncer de pele. “Nós temos trabalhado muito na agricultura familiar de controle do risco para usar os produtos alternativos e na agricultura patronal, tem a questão do EPIs [Equipamento de Proteção Individual] e a aplicação da norma regulamentadora NR31 que faz o controle desses riscos “, explicou.
Sobre a proteção, o agrônomo chama atenção para a prevenção em duas vertentes de produção, tanto no agronegócio quanto na agricultura da familiar. “No agronegócio tem como distribuir o equipamento e obrigar o trabalhar usar. Na agricultura familiar, 90 % das intoxicações se dão pela pele, então suar camisa de manga cumprida e chapéu de aba larga é fundamental para prevenção”, ressaltou.
Sobre a roupa de proteção é orientado ainda que a lavagem deve ser feita de forma adequada e evitar qualquer contato com o produto do agrotóxico. Quando ao descarte das embalagens de agrotóxicos, principal tema da palestra, Dr. Xavier disse que a está sendo avaliada a forma correta de descarte conforme orientação da agroecologia, para poupar o meio ambiente.
Para o Subtenente Rebouças da Polícia Ambiental a serviço do Ministério Público, já foi observada o uso irregular de produtos em Santo Antônio de Jesus e em municípios vizinhos “ ercebemos que o produtor rural estava usando agrotóxico de forma indiscriminada, provocando doença pra si, pro vizinho e pra terra. Então o uso de agrotóxico precisa ser usada de forma responsável, um engenheiro ambiental ou florestal deve ir na propriedade da pessoa, precisa emitir um receituário em cinco vias e esse material precisa ser comprado na quantidade certa, usado no tempo certo”, reforçou.
Segundo o promotor público Dr. Julymar Barreto, a lei resguarda as medidas de prevenção. “Firmaremos um termo de ajustamento de condutas para que os empresários passem a receber os vasilhames vazios bem como preencham corretamente o receituários agronômicos. A empresa que descumprir será responsabilizada penalmente e administrativamente. Mas o objetivo não é enveredar na seara penal, mas apelar para o bom senso no sentido que eles cumpram a lei”, concluiu. (Blog do Valente)


