Conheça mais sobre a Anemia Falciforme e suas implicações

O médico Gildásio de Cerqueira Daltro, comentou sobre um curso que está sendo concluído nesta sexta-feira (13), em Feira de Santana sobre as alterações ósseas que a anemia falciforme pode acarretar nos pacientes acometidos pela doença. Segundo o médico, vários profissionais tem participado deste curso, ligado ao transplante de células tronco para a cura das lesões ósseas, sob a orientação de médicos da UFBA e da UFMG. A anemia falciforme, por ser uma doença crônica, deve ser clinicamente monitorada, com previsão e atenção básica, sendo utilizados tratamentos para as áreas afetadas pela doença, que pode gerar alterações neurológicas, ósseas, no fígado, nos rins, porém o tratamento da doença ainda está em estudo, o que se trata são apenas as especialidades em que a doença se manifesta. A doença é hereditária e ocorre em maior parte em afrodescendentes, assim, na capital baiana há um grande número de pacientes com a doença. O médico explicou que com a imigração africana para o Brasil, o gen da anemia falciforme veio junto, pois a maior incidência da doença ocorria na África, vindo a se difundir na população brasileira. Para ele, como existia muito paludismo (Malária) na África, o organismo criou um mecanismo de defesa, acontecendo alterações nas hemácias, para prevenir a doença da malária numa reação química no sangue. Na Bahia, segundo o médico, de cada 650 nascimentos, uma criança nasce com a doença, fazendo o estado ser o primeiro no país em número de doentes por anemia falciforme, o Rio de Janeiro fica em segundo lugar e Maranhão em terceiro. Os primeiros sintomas a serem observados são crises de dores torácicas em crianças, dores articulares, crises álgicas, uma anemia crônica, entre outros. Quando a criança nasce com uma carga muito forte da doença, na maioria das vezes,  não consegue chegar à idade adulta e as manifestações da doença são imediatas.