Após serem libertados, os sargentos Marcus Vinícius e Carlos Athaide, que estavam presos a trinta e quatro dias no Batalhão de Choque da Polícia Militar em Salvador, acusados de liderarem o movimento grevista dos policiais militares baianos, foram pegos de surpresa na tarde desta quarta-feira (28). Ao se apresentaram ao 14° Batalhão de Polícia Militar em Santo Antonio de Jesus, foram informados que teriam que retornar ao batalhão de choque, onde permanecerão presos. O motivo advém do fato dos sargentos estarem respondendo pelo ato de deserção (ato de abandonar o serviço militar). Carlos Ataíde, irmão do sargento Francisco Ataíde, em entrevista ao repórter Reginaldo Silva, Rádio Andaiá FM, informou que essa é uma notícia desastrosa e que é um erro grave por parte da Corregedoria de Polícia Militar. ?Mais uma vez a paz da nossa é abalada. Passa a ser uma situação de constrangimento?, destaca. Na ocasião, o Ten. Cel. Luziel Andrade também foi entrevistado pelo repórter Reginaldo Silva e comentou que os sargentos estão respondendo a diversos processos, entre eles o de deserção. ?Por um equívoco do Batalhão de Choque, eles foram liberados. Eles tiveram o habeas corpus apenas de um processo e em relação ao crime de deserção o policial quando se apresenta ele passa sessenta dias preso para depois, quando o período for cumprido, responder ao processo administrativo interdisciplinar onde será avaliada a situação do militar?, expôs o comandante Luziel Andrade. O comandante Luziel Andrade explicou que a justiça militar é diferente da justiça civil e ressalta que eles estão respondendo por deserção e que só voltarão ao trabalho após cumprimento dos sessenta dias de reclusão. Os sargentos ficarão presos por mais vinte e seis dias, contando com os trinta e quatro dias já cumpridos.





