Professor Marinho reage após Dr. George se referir a prefeito de Sapeaçu como “afrodescendente pobre”

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O professor, advogado e pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, Marinho Soares, criticou o médico e ex-prefeito de Sapeaçu, Dr. George, após se referir ao atual prefeito, Ramon de Sena, como “afrodescendente pobre”.

A fala também gerou reação do secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, por entender que ela configura racismo e representa uma grave violação dos direitos humanos.

De acordo com Marinho Soares, o nome de Dr. George não aparece na página do CNPq. O professor afirmou ainda que esse tipo de comportamento é comum em cidades do interior onde ainda existem resquícios do coronelismo.

“Esse doutor sem doutorado… eu fui lá na página do CNPq e não consta o nome dele como doutor. Restou ao doutor sem doutorado — o que é bem típico, pessoal, de regiões de coronelismo, onde uma pessoa que faz medicina se declara doutor e se acha o dono, como vocês podem ver. Não foi o povo que elegeu, foi ele… algo bem típico do coronelismo, típico de uma política que não cabe mais nos dias de hoje.”, criticou.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marinho Soares afirmou que Dr. George teria ficado incomodado com a chegada de uma pessoa de origem humilde à política e defendeu a capacidade intelectual da população negra.

“Ele ficou magoado porque o afrodescendente, pobre e ‘analfabeto’ não seguiu a cartilha que ele imaginou que iria seguir. Então tá aí. Isso é o que nós podemos chamar, sabe de quê, gente? De pessoas que acham que têm o rei na barriga, só que esquecem que os negros também têm muita capacidade intelectual.”

O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, informou ainda que acionou a Polícia Civil para dar prioridade à apuração do caso e defendeu rigor na investigação. Segundo ele, “a impunidade não pode servir de salvo-conduto para o preconceito na política”.