
A lancha Cavalo Marinho 1, que virou no mar da Baía de Todos os Santos nesta quinta-feira (24), era a pior embarcação que realizava a travessia Mar Grande – Salvador. A afirmação é da administradora Meire Rios, de 53 anos, uma das 21 pessoas resgatadas até o momento. “Eu ia desistir, disse ‘Na Cavalo Marinho eu não vou’, mas acabei vindo. Ficou umas 8 a 9 pessoas, que viram que era a Cavalo Marinho e desistiram, porque é a pior embarcação que tem”, relatou, em conversa com a imprensa no Terminal Marítimo de Salvador, para onde foi socorrida após o acidente. Houve dificuldade em usar o colete salva-vidas, que estava amarrado com nós na embarcação, e os passageiros tiveram que usar apenas dois botes, ficando um em cima do outro. A administradora mora na ilha e trabalha na capital baiana e, segundo relato, ficou cerca de duas horas esperando socorro. Apesar das condições da embarcação, os funcionários da lancha tentaram ajudar as vítimas. “Teve um mesmo que entrou em pânico, porque a criança que veio a óbito, morreu nos braços dele. A embarcação tá ruim, mas os funcionários ajudaram muito”, afirmou. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentam reanimar um bebê. De acordo com o diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, outra criança de 7 anos e mais dois adultos seguem em atendimento nas ambulâncias. Ao todo, mais 30 pessoas já foram socorridas pelas equipes de resgate. Três ambulâncias estão no terminal marítimo de Salvador, outras duas em Mar Grande, além de uma ambulância.
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