Polícia apreende meia tonelada de carnes e queijos impróprios para consumo em cidade da RMS

Produtos sem procedência comprovada, com registros falsificados e armazenados de forma inadequada seriam comercializados irregularmente na cidade.

Cerca de meia tonelada de carnes e queijos impróprios para consumo foram apreendidos pela polícia na quarta-feira (3), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo a Polícia Civil (PC), os produtos estavam sem procedência comprovada, apresentavam registros falsificados e eram armazenados em condições inadequadas, o que colocava em risco a saúde dos consumidores.

A apreensão faz parte da Operação Procedência, que tem como objetivo combater a produção e a comercialização clandestina de produtos de origem animal na RMS. A ação é realizada em conjunto pela Polícia Civil e pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

A operação foi iniciada após comunicação encaminhada pela Adab à Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), informando a existência de locais utilizados para a produção e comercialização irregular de produtos cárneos sem a devida autorização sanitária.

Durante fiscalizações realizadas ao mesmo tempo nos bairros de Itinga e Fazenda Cassange, equipes da Decon, da Adab e da Vigilância Sanitária (Visa) encontraram diversas irregularidades sanitárias e apreenderam cerca de 530 quilos de carnes e queijos sem comprovação de origem, com registros sanitários falsificados e armazenados em condições inadequadas de conservação.

Os produtos apresentavam sinais de deterioração e foram considerados impróprios para o consumo humano pela equipe técnica da Adab. Diante da situação, foram adotadas as medidas administrativas necessárias para a inutilização e o descarte do material apreendido.

Além da falta de documentação que comprovasse a origem dos produtos, também foram identificadas irregularidades na manipulação, no armazenamento e na comercialização dos alimentos.

Segundo a polícia, as investigações continuam para identificar todos os responsáveis pelas irregularidades encontradas e apurar possíveis infrações penais e administrativas relacionadas à produção e comercialização clandestina de alimentos.

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