Pelo menos 104 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas e reúnem 16.544 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.911,73 no Ministério Público de Contas do Estado do Pará. Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Os órgãos que abrem concurso para 2.621 vagas são os seguintes:
– Agência Nacional de Águas (ANA) – Defensoria Pública-Geral de Mato Grosso do Sul – Prefeitura de Extrema (MG) – Prefeitura e Fundação Municipal de Esportes de Indaial (SC) – Prefeitura de Machacalis (MG) – Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) – Prefeitura de Sirinhaém (PE) – Prefeitura de Vitória – Procon de São Paulo – Secretaria de Educação e do Esporte de Alagoas – Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo – Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia – Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 1,5 milhão de empregos A alta na demanda do setor de serviços, com reflexo no crescimento do consumo de bens industriais, deve fazer com que o País gere 1,5 milhão de empregos em 2012, na avaliação de especialistas que participaram nessa segunda-feira (20/8), do seminário ?Competitividade – o Calcanhar de Aquiles do Brasil?, realizado pela da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é reforçada pelos dados de julho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que apontaram uma criação de 142,5 mil empregos no mês passado – acima das projeções mais otimistas. Para o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, José Pastore, ?a massa salarial vigorosa e os reajustes nos salários? tem impacto no setor de serviços e, consequentemente, provocam um reflexo na produção industrial. ?Isso deve garantir um bom quadro no emprego até o final do ano?, disse. ?Mas, no momento, o que nos preocupa é a redução na capacidade de investimento da indústria, que pode trazer problemas para 2013?, completou.Para o ex-ministro do Trabalho e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Walter Barelli, ainda não é possível avaliar o nível de impacto na geração de emprego industrial das medidas pontuais de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) nos setores automotivo e de linha branca, previstas para acabar no dia 31.?É certo que isso gerou consumo, mas para saber se as medidas puxaram as vendas de estoques ou geraram produção, isso só quando elas acabarem?, disse Barelli.Segundo o ex-ministro, a curva de emprego cresce naturalmente no segundo semestre, ?principalmente porque no primeiro semestre há um ingresso grande de recém-formados no mercado de trabalho e o aumento nas demissões após o final do ano?.Já na avaliação de Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a criação de até 1,5 milhão de empregos em 2012 seria um resultado muito bom, diante do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 1,5% e 2%. ?Mesmo com um crescimento menor, a indústria segura o emprego para atender a demanda?.Para o representante do Dieese, ?não dá para imaginar, no entanto, que o crescimento de empregos na indústria será contínuo?.O desafio, na avaliação de Lucio, é crescer em produtividade, uma das respostas à falta de investimentos do setor apontado por Pastore. ?Os ganhos de produtividade trazem aumentos nos salários, maior oferta, maior consumo e criam um círculo virtuoso?, concluiu.Já segundo Mário Bernardini, membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a queda no ingresso da pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente para a metade do nível do que era há dez anos é suficiente para não piorar o desemprego. ?O Brasil, do ponto de vista do emprego, não precisa crescer mais que 2,5% ao ano?. (Tribuna da Bahia)



