O pagode, a New Hit e o estupro coletivo: Sociedade baiana refém da ignorância

É de se impressionar o que se viu em relação a essa banda de pagode acusada de estuprar duas menores que adentraram o ônibus do New Hit, em local que teria servido de esconderijo para a suposta prática de um crime bárbaro com a participação de nove participantes do grupo musical.Por mais que queiramos dar vazão à manifestação cultural legítima dos músicos baianos é preciso lembrar que muitas deles tem no seu conceito o “pode tudo”, com o agravante da presença de menores.  Em Salvador já estão se tornando comuns as festas “proibidas para menores' com muito pagode, “tequileiros” ( sim, distribuidores de tequila, um dos mais fortes aguardentes alcóolicos do mundo ) e outros produtos que certamente são passados para os adolescentes “debaixo do pano”.Agora ainda aparecem com a cara de pau na defesa em que alegam que as adolescentes estariam “rebolando, vestindo roupa curta e se insinuando', como justificativa para terem cometido o estupro coletivo.Até quando vamos continuar tolerando esse tipo de situação na sociedade baiana? Toda esse descontrole com a permissão dos pais, que hoje já não podem nem falar mais nada. E o resultado? Adolescentes sem limites que andam em grupinhos de amigos para barbarizar pela noite adentro.Enquanto isso, os pais ficam perguntando para um e outro o que fazer. Muitos deles também foram pais adolescentes ou seja: Não tem a menor idéia sobre como criar seus filhos.Me critiquem quem quiser, podem me chamar de preconceituoso mas tenho que dizer aqui que essas bandas de pagode tem contribuído para acabar com a cabeça das nossas crianças e adolescentes com letras e músicas ridículas, favorecendo o acontecimento de monstruosidades como aquela que aconteceu na cidade de Rui Barbosa.Reginaldo Silva