O governador Jaques Wagner deve continuar apertando o cinto porque terá mais R$10 milhões para pagar, não ele, mas o Estado da Bahia, como consequência de uma ação, melhor repressão violenta da PM à manifestação dos indígenas pataxós, nas comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, em 2000, no município de Porto Seguro. Como sempre, mais uma vez o judiciário demonstrou a sua morosidade, mas, nesse caso, morosos foramos impetrantes da ação que somente o fizeram em 2006, justo quando Wagner tomou posse, pelo Ministério Público Federal. A decisão, consequentemente, foi da Justiça Federal e cabe recurso. A condenação está estribada em dano moral coletivo por ter impedido “o direito constitucional de reunião e liberdade de expressão de índios, negros e cidadãos comuns”. Em 22 de abril de 2000, índios, sem-terra e outros grupos foram impedidos pela Polícia militar de se aproximar de Porto Seguro. A explicação: segurança para o então presidente Fernando Henrique, que estava na festividade e não gostou da reação policial. De acordo com a sentença, 141 militantes foram presos e 15 índios se feriram.
Samule Celestino/Bahia Notícias



