Falar sobre relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo não é novidade para ninguém, mas, em Salvador, o assunto ainda divide opiniões e deixa muita gente em cima do muro. De acordo com uma pesquisa realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, pelo CORREIO/Instituto Futura, o número de soteropolitanos favoráveis à relação entre pessoas do mesmo sexo é de 33% – 4,3% a menos do que no ano passado.
Menos de duas semanas após o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) permitir o casamento de gays em cartórios de todo o estado, os resultados da pesquisa também revelam a dificuldade dos entrevistados em opinar em um tema ainda considerado polêmico. Dos 400 participantes na cidade, 36% se declararam indiferente; ou seja, nem contra, nem a favor.A estudante Manuella Cardoso, 20 anos, faz parte desse grupo. Criada numa família católica e conservadora, afirma ter sofrido um choque quando entrou na faculdade, há dois anos, e se deparou com muitos colegas abertamente gays. ?No começo, eu entrava em combate com eles, dizia que era errado. Hoje, sei que existe amor e seriedade?, conta a jovem.
Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), acredita que os índices de indiferença são causados pelo fato de que as pessoas do estado, de uma maneira geral, não têm interesse em se posicionar. ?Aqui é comum dizer que ?não tem nada contra, muito menos a favor?. As pessoas não querem se mostrar.? (Correio)



