
Foi prorrogada por mais 30 dias a prisão temporária dos suspeitos de envolvimento na morte da adolescente Bruna Santana Mendes, de 16 anos, em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador. O mandado de prisão dos jovens de 18 e 20 anos ia até o sábado (24).
O caso completou um mês na quarta-feira (21). Em fevereiro, o corpo de Bruna foi encontrado dentro de um saco plástico, em estado avançado de decomposição, dois após ela desaparecer.
Conforme a polícia, os suspeitos presos, identificados como Deivison Jorge dos Santos e Éric Pereira Maciel, não confessaram o crime e as investigações continuam. Um terceiro suspeito de participar da morte da garota ainda é procurado.
Caso
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Corpo da adolescente foi encontrado dentro de saco (Foto: Site Bahia 10)
Bruna morava na cidade de Serra Preta, mas foi para casa de parentes, em Feira de Santana, para realizar exames médicos e tirar alguns documentos pessoais. Ela desapareceu no dia 18 de fevereiro, enquanto voltava para a casa do primo após um encontro com um jovem também de 16 anos em um shopping da cidade.
Uma prima ficou de buscá-la no empreendimento ao final do encontro. Como o telefone da jovem estava quebrado, as duas terminaram se desencontrando no estabelecimento comercial, e Bruna pegou um mototaxista para retornar até o bairro Jardim Cruzeiro. Depois de descer no ponto, ela acabou desaparecendo, segundo a polícia.
A mãe do adolescente de 16 anos que se encontrou com Bruna antes de ela desaparecer disse que o filho estava sendo ameaçado nas redes sociais, por acharem que ele tenha algum envolvimento no crime. Ela relatou ainda que ele não tem saído de casa.
A garota foi encontrada morta em uma localidade conhecida como Anel de Contorno, que fica nas proximidades da casa para onde ela iria. Ela vestia apenas uma calcinha e tênis — o que levou os investigadores a suspeitarem do abuso sexual.
Conforme a polícia, uma autópsia feita no corpo da vítima apontou que ela morreu depois de ter sido esganada. A polícia ainda apura a hipótese de a vítima ainda ter sido estuprada.
A polícia encontrou sacos semelhantes ao usado para ocultar o corpo da vítima em uma casa que pertence a família de Deivison, um dos suspeitos preso. O imóvel, que estava abandonado, é vizinho à casa do primo da garota, onde ela estava hospedada antes de ser morta.
Segundo a polícia, Deivison e Éric também moram perto da residência do primo da vítima. Há indícios de que a dupla estava próxima ao local em que o corpo foi encontrado no dia do crime, informou a polícia.
*G1


