Vinte minutos na Campus Party Bahia são suficientes para perceber que a galera que participa do festival está sedenta por tecnologia e tudo o que ela pode oferecer. A segunda edição da CPBA começou em Salvador nesta quinta-feira (17) e reúne cinco mil “campuseiros” até o domingo (20).
Nos espaços destinados ao evento, dentro da Arena Fonte Nova, os campuseiros passam apressados, quase sempre com computador e smartphone nas mãos, em direção a alguma palestra ou workshop.
O público da CPBA é, essencialmente, jovem – o que explica a pressa. Adultos, crianças e adolescente destoam um pouco da maioria dos campuseiros, que tem idade entre 18 e 25 anos. Eles são estudantes e representam um total de 80% do público da Campus, conforme a organização.
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Jovens se reúnem na plateia do palco #FeeltheFuture para assistir a palestra de Richard Stallman (Foto: Itana Alencar/G1 BA)
Gabriel de Souza, 18 anos, é um desses estudantes. Natural do Tocantins, ele mora em Aracaju e foi ao evento junto com os amigos da cidade sergipana para participar da Campus Party.
Acampado no estacionamento, ele e os parceiros de Campus se dividiram entre as barracas que tinham e conseguiram um espaço extra para deixar as bagagens. Se à primeira vista parece que os campuseiros passam dificuldades, a realidade é um pouco diferente.
O espaço é arejado por ventiladores que ficam instalados em colunas próximas às tendas. Para não perderem a localização dos aposentos temporários, os campuseiros colocam toalhas diferentes no topo das barracas. Essas toalhas selam um acordo silencioso: se não é a sua, você não entra.
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Milhares de barracas estão alocadas no estacionamento da Arena Fonte Nova para a Campus Party (Foto: Itana Alencar/G1 BA)
Além disso, espaço de convivência, banheiros, e chuveiros também estão dispostos na área do estacionamento, para que todo mundo possa suprir suas necessidades sem passar aperto.
Assim como Gabriel, os amigos Luciano Júnior e Lucas Carvalho, ambos com 20 anos, fazem parte de outra estatística de público da Campus Party: a maioria dos campuseiros é do sexo masculino. Eles representam um total de 60% do público, enquanto as mulheres ficam com os 40% restante.
Naturais da cidade de Irecê, que fica no norte do estado, Luciano e Lucas cursam Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba). Eles vieram junto com outros colegas da instituição para aproveitar as 300 horas de conteúdo que a Campus Party tem a oferecer.
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Os amigos Luciano Júnior e Lucas Carvalho vieram do interior da Bahia para participar da CPBA (Foto: Itana Alencar/G1 BA)
“Estamos com boas expectativas para o evento, é a nossa segunda vez. Como ano passado foi a primeira, eu não tinha experiência de como funcionava o sistema Campus Party. Agora que a gente já conhece o funcionamento de tudo, vamos aproveitar mais do que o ano passado”, afirmou Luciano.
Para ele, tudo o que puder aproveitar da CPBA ainda é pouco. “Tudo na Campus é uma experiência oferecida a mais, para melhorar os conhecimentos que a gente tem. E ainda dá para conhecer pessoas novas”, avalia Luciano.
O sotaque mais falado na Campus Party é o nordestino – região que domina a edição baiana do evento este ano. Apesar disso, não é incomum ver pessoas de outros lugares do Brasil, como a paulista Sueli Santana, 40.
“É minha primeira vez e eu acho fantástica a ideia de vir num evento desse e ver várias coisas relacionadas à minha área. Sou técnica em informática e estou ansiosa para ver coisas relacionadas à startups [empresas emergentes], à tecnologia 3D e simuladores”, disse.
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Sueli Santana, 40, é natural de São Paulo e veio participar da segunda edição do evento na Bahia (Foto: Itana Alencar/G1 BA)
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