Parreira: 'Nós não temos um plano B para a Copa'

Nesta segunda-feira, a Copa-2014 estará a 500 dias do seu início. Às vésperas de completar 70 anos, dos quais, 40 à beira do campo, o coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, inicia uma nova função afirmando que o Brasil não tem o direito de perder novamente um Mundial em casa.

Está gostando da nova função?

Estou me sentindo muito bem. Tive um ótimo professor, que foi o Zagallo, coordenador técnico em duas Copas. Aprendi que o coordenador é um facilitador do treinador. Estou na seleção para ajudar o Felipão. Ele é o protagonista, e estou feliz por estar sendo útil. Coordenador não é para ficar dando palpite a toda hora. E o Felipão deixa todo mundo à vontade, ouve as pessoas, faz com que todos participem. O trabalho está fluindo bem.

Você será o Zagallo do Felipão?

Não. O Zagallo era mais um conselheiro, já tinha vivido tudo no futebol. Tinha enorme credibilidade junto aos jogadores, um cara vencedor. Me ajudou muito nas duas Copas. Meu trabalho é mais de apoio, nos bastidores.

A comissão técnica já preparou toda a logística da seleção até a Copa do Mundo. Falta alguma coisa?

Você começa a ganhar uma Copa do Mundo fora de campo, com um bom planejamento. Isso é fundamental no futebol. Mas também é preciso envolver todo mundo no projeto. E, quando falo todo mundo, falo o país inteiro, torcedor, jogador e por aí vai. Não se trata de obrigação, mas o objetivo é um só: ser campeão do mundo. Jogando em casa não pode ser de outra maneira. Os jogadores precisam entender que não há plano B para a Copa.