Uma hora de reunião não foi suficiente para os vigilantes e as empresas chegarem a um acordo na tarde desta quinta-feira (28). De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/BA), a audiência, que começou às 14h30, não deu resultado e o caso será julgado no dia 7 de março.
A audiência de julgamento acontecerá às 14h, novamente no prédio do TRT, em Nazaré. Ela será mediada pela desembargadora Sônia França, que foi sorteada como relatora do caso.
Carregando bandeiras e cartazes de protesto, os vigilantes lotaram a audiência nesta quinta-feira (28) e alguns trabalhadores inclusive tiveram que ficar do lado de fora. A sessão foi mediada pela presidente do TRT, a desembargadora Vânia Chaves.
A audiência realizada nesta quinta-feira (28) buscava a conciliação entre os trabalhadores e as empresas de vigilância, mas o pagamento dos 30% de adicionais de periculosidade segue impedindo o acordo. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia (Sindesp-BA) recusa-se a pagar o adicional, por falta de regulamentação da norma pelo Ministério do Trabalho, apesar de a lei já ter sido sancionada. Os vigilantes já recebem 18% do ?adicional de risco? previsto na última convenção coletiva vigente.
Após a sessão, os trabalhadores em greve fizeram manifestação e seguiram em passeata. O caso deve ser decidido na audiência de julgamento do dia 7, quando Sônia França vai apreciar a liminar que requer da Justiça posicionamento quanto à legalidade e abusividade do movimento grevista. (Correio)



