Representante do SINDLOJAS-BA fala sobre os problemas de alguns serviços públicos na Ilha de Itaparica e localidades próximas

O representante do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (SINDLOJAS-BA) de Mar Grande, a empresária Lenise Ferreira, em contato com o programa Levante a Voz da Rádio Andaiá FM na manhã desta quarta-feira (26/12) relatou ao radialista Léo Valente sobre alguns problemas enfrentados pela população da Ilha de Itaparica e localidades próximas.

Segundo ela, a ilha não tem segurança adequada, os transportes públicos possuem problemas de manutenção, falta coleta adequada de lixo, sem contar as frequentes quedas de energia e faltas de água. “Há uma preocupação para nós, empresários, porque esses problemas têm de ser resolvidos rapidamente”, afirmou.

De acordo com a empresária, houve uma reunião com a Presidente da CDL, Simone Sales, a Prefeita de Itaparica, Marlylda Barbuda dos Santos, o Secretário de Segurança Pública, Carlos Geovany Lima Souza, e outros, para tratar dos problemas com certa antecedência e para minimizar principalmente os problemas com a segurança pública da região. “Fizemos uma parceria com a 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), no comando do Major Fera, e esperamos que essa parceira possa diminuir os efeitos da violência crescente na Ilha de Itaparica”.

Com relação à falta da água, não há previsão de melhorias e, segundo a empresária, há um vazamento há cerca de um mês em determinada Rua de Itaparica. “Ligamos para EMBASA, fizemos queixa para Ouvidoria e até o momento ainda não foi resolvido. Sabemos que nesses períodos de festas a população da Ilha cresce e há uma grande dificuldade no fornecimento de água, mas mesmo assim eles não tomam providencia, muito menos nenhuma medida preventiva para a população não sofrer com essa falta”, contou.

De acordo com Elenise, a coleta de lixo da região melhorou bastante, pois a prefeitura está monitorando e supervisionando. “Agora tem horário para colocar os lixos nas ruas. Melhorou muito com essa posição da prefeitura. Peço a todos os moradores para depositarem o lixo na hora certa, que foi estipulada pela prefeitura. E não joguem lixos nas praias”, pediu a empresária.

Em relação ao Transporte Público, Lenise disse que anteriormente houve um caso com ela, em que passou por um pequeno transtorno, mas que no fim foi muito significativo. “Eu sou cardiopata, fui vítima de dois infartos. Um dos infartos ocorreu aqui na ilha. Usei o remédio devido e peguei o Ferry-Boat dás 21h para SSA. Como a dor estava grande, fui pedir socorro ao comandante e me deparei com a total falta de infraestrutura e preparo dos tripulantes. O comandante pensou que eu queria viajar no comando e não que precisava de socorro”, explicou Lenise. Ainda ressaltou que o comandante não a reconheceu e mandou-a deitar e só ofereceu água. “Eles deveriam tratar as pessoas da maneira certa, independente de quem seja. Após passar todo o problema, entrei em contato com a AGERBA e eles me informaram que os deficientes têm que andar acompanhados. Eu não sou deficiente”, disse indignada.

Lenise disse que tempos depois ela tomou essa causa como pessoal. Segundo ela, tem que ocorrer uma melhora radical na infraestrutura e na capacitação dos tripulantes do transporte público. “Busco melhorias, para que as pessoas não passem pelo o que passei. Mas lamentavelmente houve um caso de um idoso que passou mal com determinada tripulação e morreu. Então nada mudou em relação a isso. O Estado da Bahia tem nove embarcações. Apesar de ter crescido a demanda e a população, mesmo assim os órgãos responsáveis não trouxeram nenhuma melhora. Isso mostra o total descaso das concessionárias. Eles não dão uma solução”, contou.

O governo da Bahia, através da Secretaria de Segurança Pública, investiu mais de R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais) numa Central de Inteligência, principalmente para as cidades metropolitanas. “Causa-me estranheza que até hoje Vera Cruz e Itaparica, não faça parte disso. Por muitos anos lutamos por uma construção de um complexo policial. Tiraram a delegacia de Itaparica para colocar no entroncamento, deixando Itaparica desprotegida”, informou. Lenise ainda disse que deveriam aumentar o contingente policial e o número de viaturas e interligar as delegacias próximas. “É comum o turista e até o morador ir à delegacia do entroncamento e encontrar o sistema fora do ar. Isso é frequente e não muda”, finalizou a empresária.

Fonte: Andaiá FM