O Morro do São Paulo, um dos lugares mais conhecidos e visitados pelos turistas tem sido alvo de reclamação dos moradores. Falta de limpeza, lixo em local inadequado e esgoto a céu aberto são alguns problemas enfrentados por quem mora no local. “Eles conseguem colocar os principais pontos organizado, limpo, confortável para os turistas, mas quando você passa a conhecer a fundo a ilha, ver que o lixo é só recolhido e transferido de lugar, é colocado em um lixão sem o mínimo de cuidado. O esgoto escorrendo a céu aberto na praia, fonte da Biquinha entupida, não existe mais lagoa, uma completa falta de zelo, preocupação com o meio ambiente”, disse um morador. O Morro do São Paulo recebe em média 300 mil turistas em alta estação, há 12 mil leitos em 220 estabelecimentos para hospedagem e 125 bares e restaurantes, com geração de 4 mil empregos — a maioria dos trabalhadores moram na Gamboa. No final de 2018 a lotação chegou a 95%, segundo estimativas da Secretaria do Turismo do Estado (Setur). Segundo o morador, não há banheiro público limpo e nem estrutura para turistas, “Eles vendem um lugar paradisíaco, de preservação ambiental, cobram uma taxa altíssima por pessoa e você não ver esse dinheiro sendo investido em nada”, frisou. Ainda em Morro de São Paulo, às vistas das autoridades locais, esgotos clandestinos jogam dejetos no riacho da Biquinha, os quais vão parar na primeira praia, uma das mais frequentadas por turistas. O mau cheiro no local é intenso.

Moradores e donos de pousadas reclamam também de esgotos que estão voltando pelo ralo de banheiros e da falta de investimento no patrimônio histórico, mesmo com a Prefeitura de Cairu cobrando dos turistas tarifa de R$ 15 para entrar no Morro, desde o final de 2017.
A tarifa visa “assegurar a manutenção, restauração, e preservação do patrimônio histórico, cultural, ambiental e estrutural do arquipélago, e as condições ambientais e ecológicas da Área de Proteção Ambiental (APA) Tinharé”, segundo a Prefeitura.
Além da falta e cuidado com o lixo, jogado em área ambiental, moradores reclamam da ausência de investimentos na manutenção da Fortaleza de Tapirandu, que está com paredes remendadas, prestes a cair, e portões com ferrugens. Além do esgoto a céu aberto, os moradores e turistas enfrentam também a falta de água e luz no local.
A Prefeitura de Cairu se limitou a comentar sobre o problema da falta de água e energia e declarou que “entende as dificuldades enfrentadas pela população e tem cobrado da Embasa e da Coelba a ampliação do abastecimento de água e fornecimento de energia nas localidades”.
A Embasa, depois de dizer que “o abastecimento de água foi afetado por quedas na energia elétrica”, afirmou que “o fornecimento de energia foi retomado nesta quarta-feira (2), no entanto um dos poços teve um equipamento danificado. O equipamento já foi substituído e o abastecimento da localidade está sendo regularizado gradativamente”.
Blog do Valente/ Correio



