PSDB, DEM e PPS minimizam plebiscito e atacam Dilma

 “A presidente frustrou a todos os brasileiros. Foi um Brasil velho falando para um Brasil novo”, resumiu o presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência, Aécio Neves, ao apresentar manifesto dos partidos de oposição “para a construção de um novo Brasil, na forma de propostas factíveis”. “Sugerimos que a presidente Dilma corte pela metade os ministérios e os mais de 22 mil cargos comissionados”, disse o tucano.

Junto com os presidentes do Democratas, senador José Agripino, e do PPS, deputado Roberto Freire, Aécio apresentou propostas em áreas como saúde, educação e transportes, entre outras. Segundo nota do grupo, “em seu pronunciamento desta tarde, a presidente da República não assumiu suas responsabilidades, tangenciou os problemas e buscou desviar o foco dos reais interesses expressos pela população”.

Constintuinte

Sobre a ideia de Constintuinte exclusiva apresentada por Dilma, Aécio desdenhou, dizendo que há muito tempo se fala sobre isso no Congresso Nacional, e que, como o governo tem maioria, pode colocar a proposta em votação quando quiser. O senador apresentou ainda propostas sobre uma CPI para investigar os gastos da Copa do Mundo e também cobrou a abertura das contas das viagens presidenciais. Segundo a oposição, o governo pode diminuir o número de ministérios e de cargos comissionados. 

“Sempre apoiamos a reforma política. Lamentamos que nesses dez anos o governo, com a ampla base que tem no Congresso Nacional, praticamente 80% dos membros da Câmara e do Senado, não a tenha aprovado”, criticou Aécio. “É uma questão que tem de ser discutida no Parlamento. Porque esta é uma prerrogativa exclusiva do Congresso Nacional, a convocação de plebiscito. Ela, portanto, não responde às questões que dizem respeito específico à responsabilidade do governo federal e transfere a responsabilidade desta questão para o Congresso”, criticou, acrescentando: “Da nossa parte, estaremos aqui prontos para votar uma reforma política que vincule, que link, que aproxime os partidos políticos do sentimento da população brasileira”.