Governador cobra expulsão de Geddel do MDB: ‘Indícios gravíssimos de corrupção’

Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, defende mudança no comando do MDB e colocou o nome à disposição para suceder Romero Jucá na presidência nacional da legenda.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, Ibaneis argumentou que nem todos os investigados por corrupção devem ser expulsos do partido, mas citou o caso de Geddel Vieira Lima como exceção.

“Uma coisa são pessoas que estão presas com indícios gravíssimos de corrupção, como é o caso do Geddel, que foi pego com R$ 51 milhões dentro de malas no apartamento. […] Outra coisa é a situação do presidente Temer, que agora está na fase do inquérito”, falou.

“O fato de ser réu não quer dizer nada. Eu mesmo tenho ações contra mim, sou advogado, tenho vivência disso. Agora outra história é quando a coisa é realmente feia, como o caso do Geddel. Aí não dá”, acrescentou.

Ibaneis foi o mesmo que, em março do ano passado, em uma reunião de caciques do MDB, na frente de Lúcio Vieira Lima, cobrou a expulsão de Geddel do partido.

“Não me sinto na condição de estar no mesmo partido em que está Eduardo Cunha. Não posso estar no mesmo partido de um camarada que foi preso porque tinha mais de R$ 50 milhões guardados em malas em um apartamento”, afirmou.

*Bahia.Ba