‘Não sou ditador, sou democrata, pô’, diz Bolsonaro sobre eventual derrota do decreto das armas

O presidente Jair Bolsonaro faz transmissão ao vivo para rede sociais.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje que, se o Senado derrubar o decreto das armas, não tomará medidas adicionais no futuro para reverter o caso, pois “não é ditador”, mas um “democrata”. Esta prevista para hoje a votação na Casa que pode suspender ou não o decreto, editado em janeiro com o intuito de flexibilizar as regras de posse e porte de armas de fogo.

A medida sofreu alterações quatro meses depois, e uma delas foi a inclusão de veto explícito ao porte de fuzis por cidadãos comuns.

“Não posso fazer nada [se o Senado derrubar o decreto]. Não sou ditador, sou democrata”, declarou Bolsonaro. O presidente disse estar conversando com senadores para tentar convencer os parlamentares a não aprovarem projeto de lei que suspende decreto.

“Nós sabemos que no Brasil hoje em dia quem está à margem da lei está armado. […] Nada mais estou fazendo do que atender a vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo”, falou.

O cenário mais provável até o momento é de derrota para o governo. No entanto, a matéria não se encerra no Senado. Se for aprovado em plenário, o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que tem como objetivo anular os efeitos do decreto presidencial ainda será remetido à Câmara dos Deputados. Até lá, o decreto continua valendo. Pela manhã, Bolsonaro participou de cerimônia de hasteamento da bandeira nacional em frente ao Palácio do Planalto. Ele esteve cercado de ministros e assessores, e recebeu um grupo de adolescentes no ato.

*Uol