O estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, contou para dois amigos de classe que havia matado os pais, a avó e a tia-avó. A revelação foi feita, segundo os colegas, no último dia 5, minutos antes do início das aulas. Segundo as investigações da polícia, o garoto foi à escola horas depois de matar os parentes, voltou para casa, na Brasilândia (na zona norte de São Paulo), e se suicidou.
Os dois alunos prestaram depoimento ontem à tarde no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), acompanhados dos pais. Para um dos colegas, Marcelo confessou ter matado os pais; para o outro, a avó e a tia-avó. Um dos alunos afirmou que Marcelo lhe perguntou: “Se eu morrer, você vai sentir minha falta?”. Os dois estudantes disseram não ter acreditado em Marcelo.
Segundo os colegas, Marcelo contou que aprendeu a atirar em um estande de tiro. Um amigo de Marcelo Bovo Pesseghini, o estudante de 13 anos suspeito de matar quatro familiares e se suicidar na semana passada, disse à Polícia Civil que foi convidado a participar da chacina.
Conforme o relato desse jovem, Marcelo ligou para ele no dia 4 de agosto, véspera do crime, e relatou que colocaria em prática seu plano. Como o estudante já havia dito várias vezes que um dia mataria os pais e fugiria, o amigo não acreditou que isso aconteceria de fato. Segundo relatos de quem acompanhou o depoimento, a testemunha reforçou a tese da polícia de que foi Marcelo quem matou os pais, a avó e uma tia-avó.Luis Marcelo Pesseghini, 40, pai do menino, era sargento da Rota. A mulher dele, Andreia, 36, era cabo do 18º Batalhão. As outras vítimas moravam na casa nos fundos: a mãe e uma tia de Andreia, de 65 e 55 anos. O crime aconteceu entre a madrugada de domingo (4) e manhã de segunda-feira (5). na casa da família, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.(Folha)



