Délcio Mascarenhas e Cristiano Sena e o comportamento dos vereadores evangélicos na Câmara

A semana foi marcada pela briga e discussão entre os vereadores Délcio Mascarenhas (PP) e Cristiano Sena (PT) após sessão realizada na Câmara no último dia 24. Ganhou repercussão a nível nacional e chegou até ao Congresso com discursos de deputados, na Assembleia Legislativa da Bahia com deputados criticando e outros defendendo Délcio Mascarenhas, que nega a acusação, mas Cristiano Sena afirma que foi chamado de preto, vagabundo e safado. Há testemunhas que afirmam que Cristiano Sena teria usado termos pesados contra Délcio Mascarenhas, mas a expressão usada por Délcio, segundo alguns, se configuraria racismo, ou, de acordo com o advogado Igor Coutinho, crime de injúria. O fato é que querem fazer manifestação e protestos. Algumas pessoas dizem que ouviram e testemunham a favor de Cristiano. Outras dizem não ter ouvido expressão racista,  preto, negro.

Os dois vereadores São de grupos opostos e a discussão foi por motivo político e não pessoal. Há uma coisa em comum entre Délcio Mascarenhas e Cristiano Sena. São da bancada evangélica. Os dois são evangélicos, tiveram votos de evangélicos. Assim como Délcio Mascarenhas, Cristiano Sena chegou a ter apoio de algum pastor. Os dois afirmam ser homens de Deus, que conhecem a palavra de Deus. Não bebem, não fumam e não andam em grandes festas. Se se perguntar de que religião são, eles respondem 'eu sou evangélico'.

A bancada evangélica em Brasília, dizem por aí, que negociam, conversam da mesma forma que os demais políticos e participam até de negociatas. Um se diz evangélico, o bispo Rodrigues, mas foi condenado no caso do Mensalão. Há quem defenda que evangélicos não deveriam participar de política até por Jesus ter dito “Meu reino não faz parte desse mundo”. O fato é que igrejas elegem pastores, vereadores, deputados e até senadores da República, um deles é bispo de uma grande igreja.

Ë de se esperar que esses homens quando chegam lá tenham um comportamento diferente. Que não batam boca xingando um ao outro. Independente da expresão ter sido racista ou não, foi uma troca de acusações feia. E não foi digno de homens que se dizem políticos que representam o povo. O bate boca foi feio e não foi digno de homens que se dizem evangélicos. Temos pastores e evangélicos eleitos com apoio e votos dos irmãos, mas que agem igual, talvez de forma pior, como outros políticos que não usam a palavra de Deus paras se eleger. Vale lembrar que na legislatura passada, o ex-vereador Roque Pintor se dizia evangélico e protagonizou brigas e mudanças estranhas de posições no plenário da Câmara Municipal.

Léo Valente