
PROPAAE e o Serviço de Atendimento de Psicologia Centro de Ciência da Saúde estão disponibilizando atendimento psicológico à comunidade do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB de Cachoeira . A ação acontece após a jovem Elitânia ser assassinada a tiros pelo ex-namorado quando saia da universidade na quarta-feira, 25. A jovem tinha uma medida protetiva que impedia a aproximação do suspeito. Conforme a advogada da família da vítima, o ex-namorado dela é filho de um juiz baiano.
Os serviços serão oferecidos nos dias 02, 03 e 04 de dezembro.
Na segunda-feira, 02, haverá atendimento individual das 9h -11h na sala do PROPAAE Ana Nery, já à tarde, ocorrerá um grupo de escuta na sala de reunião Ana Nery.
Na terça-feira, 03, segue a mesma programação. Pela manhã segue atendimento individual no mesmo local e horário.
E na quarta-feira, 04, o atendimento será apenas no turno matutino, ocorrendo apenas o atendimento individual de 9h-11h.
O homem a estudante na cidade de Cachoeira, recôncavo da Bahia, se apresentou na delegacia de Feira de Santana, a 100 km de Salvador, na tarde desta sexta-feira (29). Conforme a Polícia Civil, o homem, que era ex-namorado da vítima, não aceitava o fim do relacionamento.
O velório de Elitânia ocorreu na quinta na casa da mãe dela, localizada na Guaíba, zona rural de Cachoeira. O sepultamento contou com a presença de dezenas de amigos e familiares, por volta das 17h, no cemitério localizado no bairro Morumbi, em Cachoeira.
Uma amiga que estava com a vítima no momento dos disparos contou que elas notaram a aproximação de alguém em uma moto e Elitânia pensou que seria assaltada, mas, de repente, o homem que estava na motocicleta atirou. A colega de Elitânia não teve ferimentos.
Após o crime, a UFRB decretou luto de três dias e suspendeu as aulas de quinta-feira no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). Nesta manhã, a fachada do CAHL, onde Elitânia de Souza cursava serviço social, estava com cartazes e uma grande faixa com a palavra “Luto”.
Elitânia era do quilombo Tabuleiro da Vitória, na zona rural de Cachoeira. Maria das Graças Brito, uma das lideranças do quilombo, relatou as agressões que a vítima sofreu do ex-companheiro. Segundo Maria, educação quilombola era o tema de conclusão de curso da estudante.



