A Justiça definiu na tarde desta quarta-feira (27), que o pastor Joel Miranda e o bispo Fernando Aparecido Silva não irão a júri popular. Os dois são suspeitos de abusar sexualmente do jovem Lucas Terra, que foi estuprado e queimado vivo em 21 de março de 2001. A decisão foi tomada pela juíza substituta Gelzi Maria Almeida Souza Matos, do 2º juízo da 2ª Vara do Júri. Em contato com o Aratu Online, o promotor Davi Gallo, que acompanha o caso, confirmou a informação. Segundo ele, a promotoria vai recorrer da decisão e tem esperanças de reverter esta situação. ?O Ministério Público não vai se conformar. Vamos usar todos os recursos possíveis para que os dois sejam levados a júri popular?, disse. O único acusado a cumprir pena foi o pastor Silvio Galiza, condenado a 18 anos de prisão, pena que foi reduzida para 15 anos. Ele foi transferido para o regime aberto em julho do ano passado. O benefício foi concedido pela juíza Patrícia Sobral, da Vara de Execuções Penais de Lauro de Freitas, na região metropolitana, onde ele cumpria pena. Com isso, ele pode deixar o Complexo Penitenciário da Mata Escura de segunda à sexta, durante todo o dia. Porém, é obrigado a dormir no local, de onde não tem autorização para sair durante os finais de semana. Gallo disse que a promotoria pediu, na semana passada, a anulação do benefício, pelo fato de Galiza ter quebrado as regras, mas que a solicitação foi indeferida. Em contato com o Aratu Online, Carlos Terra, pai do adolescente, se mostrou indignado com a situação. Muito nervoso, ele disse que não aceita a decisão do judicial, e que a espera por uma definição do caso tem destruído a sua família. ?São 13 anos de luta, aguardando uma solução. Eu não vou aceitar essa decisão da Justiça?, desabafou. (Aratu Online)



